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Eleições Unicamp | Por uma Plenária Unificada dos que se colocam na Oposição de esquerda ao DCE Unicamp

Está em andamento o processo de inscrição de chapa para o DCE da Unicamp e nós da juventude Faísca - Anticapitalista e Revolucionária fazemos um chamado às organizações de esquerda, principalmente às que construíram o Comitê de Apoio à greve da MRV, e aos estudantes a uma plenária aberta para debatermos a possibilidade de formação de uma chapa unificada.

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terça-feira 14 de setembro | Edição do dia

Estamos vivendo um momento de profundos ataques à educação e aos trabalhadores, ministrados por Bolsonaro, Mourão e diversos outros setores do regime, em que o movimento estudantil tem que estar fortalecido, apesar de todas as dificuldades que a pandemia impõe, para batalhar contra esses setores e para ser um ponto de apoio às lutas dos trabalhadores. É nesse sentido que construímos na Unicamp o Comitê de apoio à greve dos trabalhadores da MRV e achamos que essa experiência pode ser um ponto de partida para formação da chapa unificada da esquerda para o DCE, como já viemos chamando e debatendo com estudantes e organizações.

Bolsonaro chamou a sua base às ruas dia 7 com tons golpistas e de ataque às instituições da democracia burguesa; logo depois, entretanto, proferiu uma “Declaração à Nação”, encabeçada pelo próprio presidente e pelo golpista Michel Temer, em que afirma que não pretende atacar nenhum poder, seja o judiciário ou STF. Longe de ser uma autocrítica, Bolsonaro volta atrás para preservar os ataques aos trabalhadores e o nome de sua família.

Por outro lado, no dia 12 foram às ruas, chamado pelo MBL golpista, setores da direita em uma manifestação contra Bolsonaro, incluindo PCdoB, PDT e PSB, na qual vemos a cara da “terceira via”, defensora do Escola Sem Partido, transfóbicos, racistas que lutam contra as cotas e machistas que invadiam escolas ocupadas por secundaristas, defensores das privatizações e ataques contra a classe trabalhadora.

Nesse cenário, acreditamos que o movimento estudantil tem desafios imensos pela frente, contra Bolsonaro, Mourão e todos os seus aliados, mas também contra todos os setores da direita golpista, como MBL e Dória, que fazem oposição a Bolsonaro mas assinam juntos todos os ataques aos trabalhadores. Dória e o PSDB são responsáveis há anos pelo sucateamento da educação no estado de São Paulo, pelos cortes nas universidades e pela abertura cada vez maior às empresas, em contrapartida a buscar fortalecer, por via das reitorias e conselhos universitários, a perseguição à comunidade acadêmica e o ataque à permanência estudantil.

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O papel das entidades estudantis é unificar e organizar os estudantes pela base, a partir de assembleias nos locais de estudo, para que lutem contra todos esses setores, e ao lado dos trabalhadores tomem as ruas, a exemplo dos indígenas que tomaram Brasília contra o Marco Temporal, sem se apoiar em qualquer setor do regime burguês. Acreditamos na força da auto-organização dos estudantes e trabalhadores unificados. É essa perspectiva que defendemos diante da proposta de retorno da reitoria: que a comunidade decida.

É nesse sentido que reivindicamos a experiência que tivemos com o Comitê de Apoio à Greve da MRV, impulsionado pelo CACH, uma gestão proporcional, que reuniu diversas organizações de esquerda e estudantes com o objetivo de fortalecer a luta de 700 trabalhadores da construção civil, a partir de diversas ações. O DCE da Unicamp, gerido pela UJS, juventude do PCdoB, se absteve completamente do apoio à greve, mas sua organização girou forças para estar junto ao MBL e ao Dória nos atos do dia 12 de setembro, o que escancara quais são os objetivos dessa organização, que nega apoio aos trabalhadores mas fala em palanques ao lado dos partidos golpistas e inimigos dos estudantes. Junto ao PT, está na direção da UNE, sendo um entrave à luta estudantil, com objetivos eleitorais. Não será confiando na conciliação de classes de Lula em 2022 que derrotaremos a extrema direita e todos os ataques do regime.

Justamente nesse marco de superar a UJS no DCE da Unicamp, que ficou paralisado durante toda a pandemia, é que fazemos esse chamado à esquerda e aos estudantes de conjunto, por uma plenária aberta, com o objetivo de pensarmos acordos programáticos e de conteúdo que nos possibilitem formar uma chapa unificada que seja independente da reitoria de Tom Zé e do Conselho Universitário, que atacam o financiamento público e avançam nas parcerias público-privadas, mas que organize os estudantes nas lutas contra Bolsonaro, Mourão, sem se aliar aos golpistas como Dória.




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