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UFABC | "É urgente que a UFABC rompa relações com a SWU sionista" diz estudante de RI

Ao menos desde Março de 2020, a UFABC tem realizado uma parceria com uma organização sionista chamada Stand With Us Brasil (SWU), com sede em Los Angeles e Jerusalém, promovendo "mini-cursos" de extensão que buscam legitimar o Estado terrorista de Israel e defender sua narrativa sionista contra o povo palestino. Em 2020, promoveram o mini-curso, "O futuro dos conflitos no Oriente Médio", no ano em que surgiu uma denuncia internacional da ausência do registro da Palestina no Google Maps. Em 2021, ano em que mais de 200 palestinos foram assassinados com 8 dias de bombardeios israelenses, a UFABC novamente em parceria realizou outro curso de extensão: "O Reordenamento do Xadrez Geopolítico do Oriente Médio".

sexta-feira 10 de maio | Edição do dia

"É inadmissível que a UFABC promova e incentive esse tipo de propaganda sionista e ainda contribua para dar um ar científico para toda limpeza étnica, êxodo forçado, genocídio, que constituem o colonialismo de colonos que ocorre há 76 anos" disse Virginia Guitzel, estudante de Relações Internacionais da Universidade Federal do ABC e militante da juventude Faisca Revolucionária.
"Repudiamos que a UFABC ofereça auditórios enormes para sua realização, funcionando como uma verdadeira correia de transmissão da propaganda sionista aqui no ABC" completou.

A empresa sionista Stand With Us Brazil chegou a se posicionar sobre o Acampamento em defesa da Palestina organizado na Universidade de São Paulo (USP), partindo de atacar o movimento estudantil Internacional que tem denunciado a conivência das reitorias e das universidades americanas junto ao governo imperialista de John Biden com o genocídio feito pelo Estado terrorista de Israel contra o povo palestino.

A estudante Virginia Guitzel, ingressante pelas cotas trans também comentou a respeito desse tweet para o Esquerda Diario. "É asqueroso ler tantas mentiras e toda essa tentativa intencionada de confundir o antisionismo com o anti semitismo. Deve ser assustador ver no coração do mais importante imperialismo do mundo e grande aliado de Netanyahu surgir um movimento estudantil combativo e profundamente internacionalista por Palestina, depois da geração do Black Lives Matter e ter fundado sindicatos na Amazon, na Starbucks e Apple. Uma prova inquestionável da crise do neoliberalismo, que repetiu tantas vezes que o egoísmo era parte da essência humana, pois esta é uma geração inteira colocando seus corpos para ocupar dezenas de universidades porque é impossível conviver com um genocídio no século XXI". A estudante ainda comentou que sendo trans, muitas vezes é questionada sobre seu apoio a Palestina, "Não existe mentira maior do que dizer que Israel é LGBT friendly, civilizado e democrático. Na primeira oportunidade, zombam das LGBTQIAP+ por apoiar a Palestina, mas nós que sofremos com os transfemicidios e uma longa cadeia de opressões e violências sabemos que é fundamental apoiar todos os explorados e oprimidos do mundo, porque juntos temos a força para derrubar esse sistema colonialista e capitalista".

(Ato em defesa da Palestina organizado pelo Comitê Unificado em defesa do povo palestino em São Bernardo Campo em 27 de Abril de 2024).

A juventude trotskista Faísca Revolucionária UFABC publicou uma denuncia nas redes sociais convocando uma reunião para essa sexta-feira (10/05), as 18:30, para debater medidas e ações em defesa do povo palestino e da greve das federais.




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