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24S | Greve pelo Clima: chamado aos CAs e DCE da UnB por uma grande campanha de mobilização

Frente ao agravamento da crise ambiental mundial, a devastação recorde do cerrado, as queimadas que vem devastando quase 20 mil hectares na Chapada dos Veadeiros, a crise hídrica no país e o acampamento indígena que veio ocupando Brasília no último mês contra o avanço do agronegócio nas poucas áreas que ainda se preserva no país, é fundamental uma grande campanha das entidades estudantis para mobilizar e unir os estudantes da UnB para ir às ruas na greve pelo clima do próximo dia 24 de Setembro às 16h no Museu Nacional.

Caio Rosa Estudante de Relações Internacionais na UnB

Luiza EineckEstudante de Serviço Social na UnB

segunda-feira 20 de setembro | Edição do dia

Fazemos um chamado às entidades estudantis, centros acadêmicos, como o CASESO (CA de Serviço Social) e DCE, e as organizações de esquerda que estão à frente delas e fazem parte dos movimentos ambientalistas - como o coletivo Juntos!-, para que organize urgentemente uma grande campanha de chamado e mobilização dos estudantes de toda a universidade para que estejam presentes no ato da greve mundial pelo clima, se somando à juventude de todo mundo que vai sair às ruas para dar um basta à destruição do planeta e da vida. Mobilizar e unir os estudantes é um dos mais importantes papéis de uma entidade estudantil.

A situação da crise climática é grave e apenas os negacionistas de extrema direita que odeiam a ciência, como bolsonaristas e trumpistas, tentam fechar os olhos para as suas graves consequências. A expectativa de ultrapassarmos a marca de 1 bilhão de refugiados por questões climáticas nas próximas décadas é apenas um dos frutos do aumento nas temperaturas na superfície do planeta, elevação dos níveis do mar e todo tipo de distúrbio ambiental que já estamos presenciando, sem contar com a pandemia que é fruto da produção desenfreada capitalista. Isso não é anomalia , é o futuro que esse sistema tem a nos oferecer se não tomarmos essa luta em nossas mãos, hoje. Assim como as secas mais drásticas, sentimos bem isso na pele aqui em Brasília, as inundações, queimadas e crises hídricas que deixam a população trabalhadora e pobre, que são quem vem sofrendo mais com a crise econômica, ainda mais vulnerável.

Os estudantes das universidades e da UnB, em especial por se localizar no Cerrado que vem sendo centro da devastação com o aumento da fronteira agrícola, como vemos agora com as queimadas na Chapada, bem como a proximidade com o acampamento indígena que confronta essa mesma expansão do agronegócio sobre suas terras tradicionais, tem um importante papel a cumprir. Esse papel é não apenas como produtores de conhecimento científico, que tem a capacidade e as ferramentas para identificar e apontar saídas para a grave crise ambiental e climática, mas como jovens que não aceitam assistir nossos futuros sendo arrancados pela destruição desenfreada dos grandes capitalistas com seu modo de produção que coloca os lucros acima da vida natural e humana na terra, deixando mais escancarado como o capitalismo é incapaz de estabelecer uma relação harmônica com a natureza.

Por isso tudo, que é fundamental que as entidades estudantis tomem essas bandeiras, como a luta indígena que representa a luta dos guardiões da natureza contra a predação do agronegócio, e sejam instrumentos materiais da mobilização da juventude contra a emergência climática se transformando em verdadeiros bastiões dessa causa.

No Brasil, vemos que o agronegócio é quem dita as regras, esse mesmo agronegócio que foi base dos governos petistas - que os fortaleceram como nunca -, agora é a atual base de apoio e sustentação do governo de destruição de Bolsonaro e Mourão, e base também do conhecido Centrão que está a frente do Congresso Nacional. E, para além disso, encontram no regime pós golpe institucional de 2016 todo o respaldo para passar sua boiada sobre os nossos biomas e por cima dos povos originários que estão em luta. Se nos mobilizarmos nas ruas junto aos trabalhadores e aos povos originários, é possível dar um basta a essa verdadeira tragédia capitalista que destrói o nosso país e o planeta.

Vamos às ruas gritar junto com a juventude de todo o mundo, basta de destruição ambiental, que o agronegócio e os capitalistas tirem suas mãos sanguinárias do Cerrado e da Chapada. Esse é o nosso chamado, das e dos estudantes da Faísca e do Pão e Rosas a todos os estudantes da UnB e para que nossas entidades tomem a frente para organizar essa mobilização para serem as fortes ferramentas de organização e luta dos estudantes pelo nosso futuro.




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