Sociedade

Em meio à pandemia, terceirizados do CCMN-URJ sofrem com atrasos em salários e benefícios

Trabalhadoras terceirizadas de pelo menos dois centros na Ilha do Fundão, da UFRJ estão há dois meses com salários e benefícios atrasados. Isso se dá em meio à demissão de cerca de 80 trabalhadores!

sábado 28 de março| Edição do dia

Conforme denúncia da Associação de Trabalhadores Terceirizados da UFRJ (ATTUFRJ), pelo menos 60 trabalhadoras, empregadas pela empresa ProServiços no Laboratório de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico e no Centro de Ciências Matemáticas e da Natureza têm sofrido com atrasos nos benefícios e no salário. Mesmo com todos os valores já repassados pela UFRJ, a ATTUFRJ denuncia o abuso da ProServiços que segue sem depositar dois meses de salário e benefícios aos trabalhadores.

Agravando ainda a situação, o Restaurante Universitário recentemente demitiu 80 terceirizados, fazendo uso de uma cláusula do contrato com a UFRJ que permite o corte de equipe em caso de redução da demanda da comida. São 80 famílias na rua, sem nenhum amparo, e sem perspectiva de se sustentarem em meio à pandemia que atinge o país.

Essa situação de completo descaso, escancarando a diferença de tratamento que recebem os trabalhadores terceirizados frente aos efetivos, escancara a precarização do trabalho dentro da universidade, assim como a separação, pelos patrões, das fileiras de trabalhadores. Igualmente, traz para a ordem do dia e luta por medidas emergenciais elaboradas pelos próprios trabalhadores, para enfrentar a pandemia! Mostra-se urgente a proibição de todas as demissões e cortes de salário, assim como a luta pela efetivação de todos os trabalhadores terceirizados, sem necessidade de concurso, pela igualdade e unidade entre os trabalhadores de todas as categorias que mantêm a universidade contra os ataques! Mesmo em um momento onde as universidades estão, em grande parte, fechadas, a luta contra a precarização segue viva, especialmente frente ao papel que universidades como a UFRJ e tantas outras podem cumprir frente à pandemia, se suas ações são guiadas pelos interesses da classe trabalhadora.

Nós, do Esquerda Diário, expressamos nossa mais ampla solidariedade com todos os trabalhadores que tem sofrido com a ganância das patrões, como sempre mais interessados em salvar seus lucros do que com a vida daqueles que todo dia trabalham para manter a universidade aberta, e seguiremos impulsionando com todos os recursos que nos forem disponíveis, a luta por salário e trabalho dignos e contra a precarização.

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Frente a esse cenário, a ATTUFRJ está impulsionando uma campanha de solidariedade para arrecadar recursos para comprar 160 cestas básicas para garantir nessa quarentena o mínimo de sustento aos trabalhadores e suas famílias.

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