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TRABALHADORES DA UNICAMP | Um convite aos trabalhadores da Unicamp: Encontro do Esquerda Diário para dar voz às nossas lutas

O Esquerda Diário é uma mídia independente construída por trabalhadores e estudantes para trabalhadores e estudantes. Fazemos parte da rede internacional de diários, parte da Rede Internacional de Diários presente em 15 países e em 7 idiomas que busca difundir, apoiar e contribuir como uma ferramenta a serviço da luta de classes. No Brasil, batalhamos para fortalecer uma política operária independente contra os patrões, Bolsonaro, Mourão e todo o regime político. Com essa ferramenta queremos que trabalhadoras e trabalhadores levem ideias como esta para os seus locais de trabalho e moradia, para seus amigos e familiares. Nossa imprensa militante quer avançar na organização dos trabalhadores e dos setores mais oprimidos da sociedade, como as mulheres, os negros e LGBT’s. Convidamos a todos ao encontro virtual do Esquerda Diário no sábado às 15h30.

sexta-feira 25 de junho | Edição do dia

Com mais de meio milhão de mortos, lidamos com o negacionismo de Bolsonaro e uma série de ataques, levados adiante por seu governo, com a ajuda de Mourão, os militares e todo o regime político. Como se não bastasse a pandemia nos impuseram com a reforma da previdência em vários estados, a privatização da Eletrobrás, a tentativa de aprovar a reforma administrativa, o aumento do custo de vida e os cortes nas verbas das universidades que afetam diretamente os trabalhadores.

Parte desses ataques estão os cortes na educação em nível nacional e em particular também no estado de São Paulo, que dificultam cada vez mais o trabalho de milhões de profissionais que são essenciais na pandemia. Dória, que faz demagogia com a coronavac, não diz que tentou cortar bolsas da FAPESP e verba das estaduais, em plena pandemia. O que poderia afetar a própria produção de vacinas pelo butantã e pesquisas que ajudam no combate à pandemia realizadas nas três estaduais. As vacinas são conquistas dos trabalhadores, pesquisadores e estudantes.

Na Unicamp, universidade reconhecida pela produção científica, também assistimos ao arrocho salarial histórico dos trabalhadores efetivos, que somado à conjuntura do país resultaram na forte greve de 2018, que cobrimos ativamente desde o Esquerda Diário. Este segue sendo uma questão importante, pois enquanto as reitorias nem repõe o salário perante a inflação, sustenta supersalários em determinados cargos, escancarando os privilégios universitários e o regime de poder antidemocrático. Escancarado também pela recente proposta de código de conduta na Unicamp totalmente autoritário.

Também vemos a cada vez maior precarização dos terceirizados, expostos a condições humilhantes de trabalho, como relatamos nas denúncias que recebemos aqui e aqui. Eles tinham que descansar em pedaços de papelão no Caism, denunciaram assédio moral e sexual pela chefia, em um hospital que é referência à saúde da mulher. Agora, fruto da troca de licitação, pode ocorrer a demissão de até 300 terceirizados em meio a pandemia.

Fruto dessa precarização, já são 3 trabalhadores do bandejão que morreram vítimas da Covid-19. Lurdes foi uma das demitidas pela Funcamp na pandemia. Trabalhava na creche, que fechou, há anos, transferida após adquirir problemas respiratórios no Restaurante Universitário da Unicamp. Segundo denúncias de outros trabalhadores a intoxicação de Lurdes teria sido causada pela utilização de um decapante, isto é, um removedor de limpeza de alumínio, aço carbono e inox. Edvânia Oliveira, copeira no Restaurante Universitário da Unicamp, estava trabalhando presencialmente, em rodízios. Essa semana foi Marcelo, um trabalhador que estava de férias e contraiu covid.

Como Esquerda Diário viemos denunciando as mortes e exigindo medidas urgentes da reitoria e da Funcamp que nada fizeram frente a perda de Edvania e Lurdes, e mais recentemente a de Marcelo. Frente a isso, ajudamos a impulsionar uma vakinha virtual em conjunto com centros acadêmicos e movimentos da universidade e fora dela em ajuda às famílias no momento mais difícil.

O Esquerda Diário está presente nas lutas dos trabalhadores da Unicamp e do país, desde seu surgimento em 2015 e diante de tantos ataques queremos que o Esquerda Diário seja uma ferramenta potente na mão de cada trabalhador para expôr suas condições de trabalho e poder fazer ecoar sua voz, atraindo também outros trabalhadores com o objetivo de unificar efetivos e terceirizados em uma só luta por nossos direitos e contra os ataques dos governos e da reitoria.

Os atos de 29 de maio e agora 19 de junho mostraram que há força na juventude e na classe trabalhadora para desenvolver cada luta parcial, cada greve, e se enfrentar com Bolsonaro, Mourão, os militares, os governadores e os patrões. O Esquerda Diário está a serviço de fortalecer a luta da classe trabalhadora, a juventude e os setores oprimidos, para que não sejamos nós a pagar pela crise. Acreditamos que é possível dar saídas profundas à crise que vivemos hoje, saídas que não se proponham a administrar o capitalismo, utilizando nossa raiva e mobilização para projetos eleitorais, como fazem as centrais sindicais como CUT e CTB desviando as lutas em nome das eleições em 2022 . Em contrapartida, defendemos que os sindicatos organizem um dia de paralisação nacional construída a partir de assembleias e reuniões nos locais de trabalho para que possamos barrar tantos ataques e enfrentar Bolsonaro, Mourão e os militares.

Convidamos a todxs a participarem de nosso encontro virtual no sábado às 15h30 para discutir essas e outras ideias. Chamamos você a se somar nesse dia e a tomar em suas mãos essa ferramenta junto com a gente.

Confira aqui: VEM AÍ: DIA 26/06 Encontro do Esquerda Diário para dar voz às lutas, denúncias e política operária.

Para você participar é fácil! Envie uma mensagem para o número (11) 959780883 e passaremos mais informações.




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