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Reitoria da UFF admitiu risco a 3 meses, mas não aumentaram grau de insalubridade até hoje

Em ofício liberado pela Reitoria, diretoria do Hospital Universitário admitiu há 3 meses que ocorria contaminação cruzada de pacientes e profissionais da saúde dentro do hospital. Mesmo assim, não aumentou grau de insalubridade para os trabalhadores depois de tanto tempo. Já houveram 5 mortes de profissionais do HUAP e o SINTUFF vem reclamando por essa demanda.

sexta-feira 28 de agosto| Edição do dia

Foto: Fábio Guimarães / Agência O Globo

O Brasil é o país onde a taxa de letalidade e as mortes para profissionais de saúde são as mais altas em meio a pandemia. Há três meses, Superintendente do Hospital Universitário Antônio Pedro, localizado em Niterói e hospital da UFF, enviou um ofício para a Reitoria, onde reconhecia a contaminação cruzada entre pacientes e profissionais da saúde dentro do Hospital. O ofício foi escrito, a partir de laudos que constataram a contaminação cruzada, de acordo com nota do SINTUFF, não foram realizados novos laudos. Segundo o documento:
“pacientes assintomáticos internados em áreas não COVID-19 diariamente manifestam sintomas respiratórios — uma vez que o período de incubação estimado é de 14 dias —, tornam-se casos suspeitos, e tem seus testes diagnósticos moleculares positivos para COVID-19, expondo profissionais que atuam nessas áreas não COVID-19”.

Leia aqui a nota completa do SINTUFF: “Há três meses que direção do HUAP reconhece contaminação cruzada no hospital”

Além disso, dentro do ofício, a Superintendência também reconhecia, “caso o reitor julgar necessário”, o aumento do grau de insalubridade dos funcionários do HUAP e assim o aumento do adicional de insalubridade dos funcionários, precisamente pelas condições sanitárias do hospital. Vale relembrar, que durante esse período, o HUAP já perdeu 5 de seus companheiros de trabalho, pelo descaso que continua da Reitoria com os trabalhadores da universidade.

Essa é a mesma a Reitoria, que pela figura do Reitor Antônio Cláudio, passou de forma autoritária o Ensino Remoto Emergencial(ERE), sem deixar nenhuma opção de escolha dos estudantes. E enquanto isso, o DCE da UFF, se põe numa defesa do Reitor, apoiando alterações no projeto inicial do ERE, como se essas mudassem o caráter estrutural excludente e racista de um ensino à distância imposto.

Leia mais:Contra a imposição na UFF ao Ensino Remoto, por um plebiscito para que possamos decidir!

Além de escrever uma nota de repúdio contra o SINTUFF, por conta de uma comparação - equivocada - entre o Reitor e Bolsonaro em seu reclamo básico do aumento do grau de insalubridade no HUAP e seu adicional referente. Enquanto sobre as 5 mortes ocorridas não há nada.




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