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Selva do silício | Guedes quer vender a Amazônia para multinacionais imperialistas

No painel que ocorreu hoje (5) da COP-26, Guedes ,acompanhado do ministro do meio ambiente Joaquim Leite, defendeu isenção de 20 anos de impostos para empresas como Tesla, Google e a Apple explorarem silício na região.

sexta-feira 5 de novembro | Edição do dia

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Na contramão das preocupações ambientais no Brasil, onde sob o governo de Bolsonaro avançou em níveis recordes o desmatamento, as queimas e a exploração predatória ilegal dos recurso naturais, Guedes defendeu no Painel da Cop-26 a isenção de impostos para a instalação de mega multinacionais da tecnologia na Amazônia, um dos mais imprtantes biomas do mundo que hoje está mais do que nunca ameaçado.

No que supostamente seria um fórum para debater saídas para a preservação do meio ambiente, o ministro da economia e do meio ambiente defenderam mais devastação ambiental.

Empresas com Tesla, amazon, Apple e google, gigantes imperialistas que tem grandes interesses em explorar os recursos naturais das terras brasileiras que, por trás do rótulo "empresas de tecnologia” têm as raízes de suas atividades a extração predatória de silício e outros minérios fundamentais para a fabricação de semicondutores e baterias.

Guedes ainda afirmou ainda que as críticas internacionais à devastação do meio ambiente não são verídicas tentando esconder os números alarmantes de desmatamento, queimadas criminosas e avanço da exploração de terras consideradas protegidas. Guedes e Leite citaram mais uma vez o programa chamado Crescimento Verde, sobre o qual não deram detalhes e tudo indica que é mais palavrório para esconder seus interesses de explorar cada vez mais os recursos naturais do país.

E como forma de conseguir dinheiro para repassar para seus parceiros do agronegócio, defendeu que o Brasil fosse remunerado pela ações de proteção ao meio ambiente. Resumindo, em troca de medidas de proteção ambiental que esse governo fez questão de não só não aplicar, mas boicotou desestruturando diversos órgão responsáveis por fiscalização e proteção de áreas de preservação e recursos naturais.

Exemplos desse desmonte não faltam, como ha semanas atrás Bolsonaro retirou das metas ambientais a expansão de áreas verdes protegidas , ou quando o próprio Guedes solicita afrouxar mais leis ambientais em favor do setor privado e aintervenção militar fracassada em que o governo gastou R$550 milhões e que não deu em praticamente nada.

No Brasil onde após seis anos do desastre do rompimento da barragem em Mariana, e 1000 dias do desastre de Brumadinho, onde reinam a impunidade, morte e os lucros dos capitalistas, é preciso derrubar esse governo subserviente aos interesses de rapina imperialista.

saiba mais: O Brasil não é para amadores: Bolsonaro, a COP26 e a questão do clima




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