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Com mais de mil mortes diárias, o governo Dória afrouxa restrição em SP com “fase de transição"

Nesta sexta-feira (16), o vice-governador do Estado Rodrigo Garcia anunciou a chamada “fase de transição” das medidas restritivas para conter a pandemia. Ignorando as mais de 1000 mortes diárias no estado,o governo de São Paulo busca satisfazer os interesses dos empresários de comércio, serviços e as cúpulas das igrejas evangélicas. A medida antecipa mais contaminação e mortes entre os trabalhadores.

sexta-feira 16 de abril | Edição do dia

Foto: Divulgação/Governo de São Paulo

O vice-governador Rodrigo Garcia (DEM) anunciou em coletiva de imprensa no dia de hoje a “fase de transição” das medidas restritivas de combate à pandemia no Estado de São Paulo. Essa nova fase, programada para durar duas semanas, será subdividida em duas etapas: a primeira do dia 18 a 23 de abril terão autorização para funcionar o setor de comércio, incluindo shopping centers, entre as 11h e 19h e as cerimônias e cultos religiosos;na segunda etapa, do dia 24 a 30 de abril, saem da restrição atividades ligadas ao setor de serviços como restaurantes e similares (lanchonetes, casas de sucos, bares com função de restaurante), salões de beleza e barbearias, atividades culturais, parques, clubes e academias.

O governo, numa tentativa de esconder a magnitude da crise sanitária e social, alega que os indicadores da saúde apresentaram uma redução progressiva, com queda nas internações e diminuição da ocupação hospitalar. Se baseiam na ligeira queda de ocupação de UTIs no Estado, que no dia de óntem estava em torno de 85,3%, considerada crítica por especialistas, que qualificam taxas acima de 80% de ocupação como alerta para o colapso do sistema de saúde, de acordo com médicos ouvidos pelo G1.

O vice-governador manipula os dados para justificar a política do governo Dória de satisfazer as necessidades de exploração e lucro das patronais do comércio e dos serviços, mas também das cúpulas das igrejas. Para esses últimos, prepararam o terreno muito bem, quando no começo de março, Dória tornou “serviços essenciais” as cerimônias e cultos religiosos.

Esse favorecimento da patronal e das cúpulas das igrejas cumpre um papel para Dória de cacifá-lo como administrador competente para os capitalistas quando, na concorrência com outros estados, busca sair na frente no relaxamento das medidas restritivas favorecendo o funcionamento mais pleno das empresas e dos negócios. Ao mesmo tempo busca gradar as cúpulas das igrejas na tentativa de concorrer à influência bolsonarista nesses setores.

A implementação desse plano será às custas da saúde e da vida dos trabalhadores, já que os transportes, já lotados, ficarão ainda mais, as filas nos terminais tende a aumentar, expondo esses trabalhadores a aglomerações nas ruas e estabelecimentos e depois, nas filas de hospitais e leitos de UTI.

No estado onde mais de 60% das cidades estão sem insumos para a entubação, cuja capital é recordista nacional em morte pela covid-19 tendo atingido no dia de óntem a marca de 24.282 mortes e, mesmo com o reconhecimento do prefeito bruno Covas de que a abertura das escolas criaria focos de covid, resolveu abrir as municipais nesta mesma semana junto com as estaduais, somado tudo isso ao risco iminente de colapso do sistema de saúde com 85,3% de acupação de leitos de UTI no estado, é uma tragédia anunciada. Uma tragédia que seguirá vitimando principalmente negros e pobres.

No Brasil de Bolsonaro, que dobrou nos últimos dois dias a quantidade de estados sem a primera dose da vacina, tendo registrado uma marca de quatro dias consecutivos com número de mortes acima de 3000, o governo federal faz coro com governadores como Dória e prefeitos como Covas no que diz respeito a favorecer os interesses capitalistas em detrimento da vida dos trabalhadores.

Por isso os trabalhadores precisam se unificar nacionalmente para combater desde o governo Bolsonaro, suas instituições, governadores e prefeitos.




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