Educação

RETORNO INSEGURO

Doria impõe retorno inseguro de aulas presenciais em meio ao pico da pandemia

O governo Doria (PSDB) anunciou hoje (sexta, dia 9) o fim da fase emergencial impondo a volta presencial das aulas na rede estadual e privada em SP a partir de quarta (14). O anúncio do retorno inseguro das aulas que expõe milhares de vidas aconteceu na mesma semana em que o estado de São Paulo bateu o recorde de mortes registradas em 24 horas com 1.389 na terça (6).

sexta-feira 9 de abril| Edição do dia

Fotos: Robson Ventura/Folhapress; André Bueno/ CMSP

A absurda decisão foi divulgada durante entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes, comandada pelo vice-governador, Rodrigo Garcia (DEM), que fez a cínica afirmação: "A medida tomada na fase emergencial, o esforço nas últimas semanas começa a dar resultados". Os resultados que vemos são recordes cada vez maiores de mortes, só no estado de São Paulo 81.750 pessoas morreram de coronavírus, a ocupação de UTI é de 88,3%.

Essa situação de tragédia é fruto do negacionismo de Bolsonaro e da demagogia dos governadores como Doria, prefeitos e todo regime do golpe que nunca criaram condições reais do combate à pandemia e por isso têm responsabilidade pelos números escandalosos de morte, e seguem brincando com nossas vidas nos expondo ao contágio e o risco cada vez maior da morte.

A intenção de reabrir de forma insegura as escolas não é apenas do governo do PSDB, mas também das prefeituras que forjam nas lives e declarações uma suposta melhora e que caminhamos para voltar ao normal e que vibraram e se alinharam imediatamente às medidas anunciadas pelo governo que aceleram a reabertura mesmo com o sistema de saúde em colapso.

Saiba mais: Seguindo Doria, prefeito de Campinas impõe volta às aulas mesmo com recorde de mortes

Essas medidas são claras sinalizações do Doria e prefeitos em atender os interesses do lucro dos empresários da educação e da patronal de conjunto, pouco se importando com a vida da comunidade escolar e jogando milhares para a morte e adoecimento. Mas a realidade é que somente na capital estão sendo abertas 600 valas por dia, além disso a prefeitura terá que construir 26 mil sepulturas verticais.

Doria e Rossieli Soares (secretário da Educação) dizem demagogicamente se preocuparem com o ensino e os alunos e correm para reabrir as escolas, porém se negam a ouvir a comunidade escolar e mentem ao dizer que estamos avançando, pois muitas vidas seguem sendo perdidas cada vez mais, enquanto as escolas que já tinham problemas estruturais antes da pandemia, não têm um plano e estrutura para um retorno presencial seguro nesse momento.

Além disso, as vacinas que foram usadas como propaganda política do Doria estão atrasadas e poucos trabalhadores da educação foram vacinados e aqueles com menos de 47 anos não terão a vacina.

Leia sobre: Doria anuncia vacina para 35% dos professores, mas estudantes e familiares ficam de fora

São Paulo, a maior rede municipal de ensino do país, onde o PSDB através do Bruno Covas e do secretário Fernando Padula, ignoram que a categoria de trabalhadoras da educação está inclusive em greve desde 10/02 por condições sanitárias para o retorno.

Não podemos aceitar! Só os trabalhadores da educação junto à toda comunidade escolar podem dar uma saída para esse momento dramático que vivemos! Precisamos lutar pela quebra das patentes que servem para os lucros dos empresários farmacêuticos e dessa forma a vacina ser um direito para todos, imediatamente! Além disso, é urgente que o valor do auxílio seja aumentado para um salário mínimo e o dobro para as mulheres já!




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