Educação

CAMPINAS

Seguindo Doria, prefeito de Campinas impõe volta às aulas mesmo com recorde de mortes

Como anunciado hoje por Doria, o Estado de São Paulo sairá da fase emergencial e irá para fase vermelha, assim permitindo o retorno das escolas a partir da decisão de cada município e da rede estadual já no dia 14. Em Campinas, pouco depois, o prefeito Dário Saadi já anunciou que as escolas voltam a partir do dia 19, impondo um retorno inseguro para os professores.

sexta-feira 9 de abril| Edição do dia

Essa semana, o Estado de São Paulo registrou mais um recorde de mortes, foram 1389 mortes em 24 horas, chegando a marca de 80 mil mortes no Estado desde o início da pandemia. Um número assustador, que tem Bolsonaro, militares e os governadores como Doria como responsáveis, já que não oferecem o mínimo necessário para o combate da pandemia.

Com a queda muito pequena na taxa de ocupação de leitos de UTI, registrando 88%, Doria já se apressou para flexibilizar as medidas de restrição da pandemia, e assim atender aos empresários. Com a volta para a fase vermelha poderá ter a volta das competições esportivas profissionais e alguns comércios voltarão a reabrir para retirada de produtos presencialmente. O mais escandaloso é que as escolas podem ser reabertas e o estado já está impondo que seja a partir do dia 14, sem nenhum debate prévio com os professores e a comunidade escolar, que vão ter que colocar suas vidas ainda mais em risco, já que o plano de vacinação deixa de fora a maioria da categoria e a grande maioria da população.

Além disso, flexibilizam o retorno das escolas, que agora são consideradas “serviço essencial”, enquanto mantém o toque de recolher, ou seja, longe de serem racionais, querem apenas atender aos empresários, dando um ar de normalidade para o caos, e manter medidas repressivas e não de controle da pandemia.

Na cidade de Campinas, nessa mesma semana houve também recorde de mortos, chegando a 69 mortos em 24h, mesmo assim, pouco tempo depois do anúncio de Doria, o prefeito Dário Saadi (Republicanos) já se antecipou em dizer que na cidade de Campinas também haverá retorno, impondo também um retorno inseguro a todos professores, trabalhadores da educação, alunos e familiares das redes privadas, estaduais e municipais de ensino.

Segundo o plano da cidade, anunciado por Dario e pelo secretário de educação José Tadeu Jorge, as escolas estaduais poderão retornar em 19 de abril, enquanto que os colégios municipais começam no dia 26 do mesmo mês e no dia 03 também a educação infantil, seguindo o limite de 35% de ocupação.

Um absurdo completo que no pior momento da pandemia, com uma diminuição ínfima no número de ocupação de leitos de UTI, mesmo com número de mortos por COVID batendo recordes no país, no estado e na cidade, Doria e Dario imponham esse retorno aos professores.

Isso tudo é fruto de como cedem e são parte das pressões dos empresários da educação, que querem o retorno para seguir lucrando na pandemia, mesmo que isso custe a vida de milhares de professores e alunos.

Com poucas semanas do retorno inseguro no início do ano já vimos em Campinas e em todo estado, mortes de professoras e até mesmo de uma aluna de 13 anos, vítimas da Covid. O que mostra o resultado da política de Bolsonaro e de governos como Doria e Dario.

Veja mais em: Aluna de 13 anos morre em Campinas por covid-19: Doria e Rossieli são responsáveis

Frente a esse cenário, é mais do que urgente que a Apeoesp, sindicato dos professores, que é dirigida pelo PT, ao invés de greves de fachada, onde não há nenhuma organização pela base dos professores, busque organizar assembleias e espaços democráticos, para que os professores possam debater como organizar a categoria para enfrentar essa imposição de Doria e Dario, se ligando a comunidade escolar e se unificando com os demais sindicatos da educação e centrais sindicais.




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