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Corte na educação | Com cortes do governo no orçamento, Universidades federais estão a beira do colapso

O orçamento para as federais em 2022 será menor que o de 2019, último ano em que as universidades funcionaram normalmente antes da pandemia. Neste ano, com o planejamento de retorno às atividades presenciais, o governo de Bolsonaro e Mourão, junto ao congresso, atacam o ensino superior com um orçamento insuficiente para manter as universidades em todo o país.

quarta-feira 26 de janeiro | Edição do dia

Foto: Aristides Alves/UFBA

Com um orçamento de R$5,3 bilhões, as universidades federais enfrentarão um dos menores orçamentos nos últimos anos. O valor é insuficiente para manter o custo de operação das universidades, sendo menor que os R$ 6,1 bilhões de 2019, quando as universidades ainda funcionavam normalmente antes da pandemia e já enfrentava os ataques do governo.

No total são 69 universidades federais que lidam com a redução de verbas para a educação no governo de Jair Bolsonaro. Em comparação, o valor destinado a todas essas universidades é menor que o orçamento da USP para o próximo ano, que será de R$7,5 bilhões.

Segundo Marcus Vinicius David, presidente da Andifes (Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior), as universidades federais estão a beira do colapso:

"Nós não vivemos um colapso porque esses dois últimos anos não operamos plenamente, as aulas estavam suspensas presencialmente".

Nos dois primeiros anos da pandemia, as federais sofreram cortes de verbas e mesmo funcionando pelo Ensino Remoto Emergencial, passaram por aperto. Em 2020, o orçamento foi de R$5,5 bilhões e em 2021 caiu para R$4,5 bilhões.

Esse corte é mais um ataque de Bolsonaro e Mourão que, junto do Congresso, sucateiam as universidades públicas - essas que poderiam estar colocando toda sua capacidade tecnológica e científica para atender aos interesses da classe trabalhadora e combater a pandemia. Ao contrário, o que acontecerá será ainda maiores índices de evasão, com cortes de bolsas e da assistência, bem como aumento da exploração dos trabalhadores, em especial as terceirizadas.

Além de um ataque reacionário, esses cortes estão no interesse de pagar o refinanciamento da dívida pública fraudulenta. Nada mais que R$1,88 trilhão serão destinados para isso, ou seja, 39% do orçamento público nacional vai diretamente para os bolsos de grandes banqueiros e investidores do capital financeiro nacional e imperialista.

Basta de cortes! É fundamental que a UNE e as centrais sindicais rompam com sua paralisia eleitoreira e organizem pela base um plano de lutas nacional contra os cortes, os ataques e carestia de vida! Pelo não pagamento da dívida pública e pelo direito de estudar da juventude!




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