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PRIVATIZAÇÃO | Atacando a paixão das torcidas populares, privatização do Pacaembu está demolindo o tobogã

João Dória, em conjunto com o ex-prefeito Bruno Covas, é o condutor de um nefasto projeto de privatização de espaços históricos de São Paulo. A privatização do Pacaembu, levando à demolição do tobogã, é um brutal ataque à um dos espaços mais populares do estádio, dos ingressos mais baratos, onde milhares de torcedores pobres se encontravam para viver milhares de histórias com suas equipes em jogos históricos e memoráveis. Todo repúdio contra esse ataque contra o lazer e a cultura das massas populares!

terça-feira 29 de junho | Edição do dia

FOTO: Reprodução/TV Globo

A Prefeitura de São Paulo emitiu um alvará autorizando o início das obras do Complexo Pacaembu, projeto da Concessionária Allegra Pacaembu. A Concessionária adquiriu o complexo (incluindo estádio e ginásio esportivo) após processo de privatização realizado pelo ex-prefeito Bruno Covas (PSDB), em janeiro de 2020. Agora, a Allegra Pacaembu tem posse privada do espaço por 35 anos. Com a emissão do alvará, a empresa deu início à demolição do tobogã na manhã desta terça-feira (29). A Praça Charles Miller e o Museu do Futebol ficaram fora da concessão realizada pela prefeitura.

Um Centro de Convenções de cinco andares e quatro subsolos onde haverá estacionamento, totalizando 44 mil m² de área construída, será construído no lugar do tobogã.

A Justiça negou o pedido da associação de moradores Viva Pacaembu para impedir a demolição do tobogã, com o argumento de que a arquibancada não faz parte da estrutura original do estádio e não integra o patrimônio histórico. Para a Justiça burguesa, um espaço histórico das classes populares não é história, não é cultura, mas justamente um espaço que deve ser destruído e apagado, à serviço dos interesses das elites. Assim, como não podem demolir o resto do estádio, que está tombado como patrimônio histórico, demolem justamente o espaço mais popular do estádio. Como se não bastasse o ataque ao direito à melhores condições de vida, a classe trabalhadora e o povo pobre também tem o acesso negado à cultura, ao lazer, à essa grande paixão popular que é o futebol.

O tobogã é uma ala histórica do Pacaembu, sendo o lugar dos ingressos baratos, onde os mais pobres assistiam aos jogos dos seus times do coração. Essa privatização é um verdadeiro crime contra a história do futebol, contra as torcidas populares, contra a paixão de milhões de torcedores. Memórias e mais memórias dessa paixão popular é destruída pelos interesses dos capitalistas. Milhares de torcedores do Brasil já viveram milhares de histórias naquela arquibancada. Não é patrimônio de um clube, de uma torcida, muito menos de uma empresa privada e de um punhado de empresários, mas de todas as torcidas do Brasil, e em especial dos torcidas populares de São Paulo, que em sua esmagadora maioria advém das periferias e dos bairros operários.

É um ataque repugnante, que vem junto com a privatização do Anhembi, do Mercadão, de terminais de ônibus etc., que começou com a prefeitura de João Dória (PSDB) e seguiu quando ele virou governador, em conjunto com Covas enquanto este era prefeito. Nesse sentido, faz parte de um projeto bem criminoso de privatização da cidade inteira, buscando tornar São Paulo mais elitizada do que ela já é.

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