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VACINAÇÃO | Vacinação na cidade de São Paulo é suspensa por falta de vacina em mais de 60% dos postos

Nesta segunda-feira, dia 21, mais de 60% dos postos de vacinação contra a Covid-19 na cidade de São Paulo ficaram desabastecidos, deixando trabalhadores aglomerados em filas à espera do imunizante e levando à suspensão da vacinação na terça, 22.

segunda-feira 21 de junho | Edição do dia

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

A cidade de São Paulo conta com 485 postos de vacinação contra a Covid-19, mas na tarde desta segunda, 305 locais - cerca de 63% - estavam com status de “não funcionando” no site De olho na fila, organizado pelo governo municipal. No início da noite, a prefeitura anunciou a suspensão da vacinação nesta terça na capital paulista, além do adiamento do seu início para pessoas de 48 anos, programada anteriormente para a próxima quarta, 23. Assim, na terça serão vacinados somente aqueles que tomarão a segunda dose e, na quarta, terá início a vacinação apenas para pessoas de 49 anos.

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A prefeitura, atualmente sob a gestão de Ricardo Nunes (MDB), declarou por meio de nota da Secretaria Municipal de Saúde, que essa falta de vacinas é pontual devido a alta demanda. A justificativa da gestão municipal é a de que houve alta procura devido à “repescagem” da vacinação de adultos entre 50 e 59 anos que não tomaram a primeira dose na última semana, a qual aconteceria nesta segunda e terça. O secretário da Saúde Edson Aparecido também declarou que este adiamento pode afetar todo o cronograma e nova data serão anunciadas conforme o recebimento das doses pelo governo estadual.

Já o governo estadual de João Doria (PSDB), responsável pela organização do calendário de vacinação e pela distribuição dos imunizantes para o município, disse a princípio não ter nada a declarar diante deste caos na vacinação paulistana, já que não responde pela distribuição interna entre os postos de vacinação. Depois, frente à suspensão, atribuíram a falta de vacinas aos atrasos na entrega, desta vez por parte do Ministério da Saúde.

O que acontece é que tanto o governo Nunes quanto Doria buscam se colocar como alternativas sensatas no combate aos efeitos da pandemia, em contraponto ao negacionismo chiliquento de Bolsonaro e seus aliados, e embarcam na corrida da vacina anunciando cronogramas de vacinação, mas na prática não garantem nem mesmo que a vacinação que prometem de fato ocorra. Jogam a culpa de um para outro enquanto as mortes voltam a aumentar, sendo que são todos responsáveis pelas 500 mil vidas perdidas no último um ano e meio.

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