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COLAPSO NO RN | 72 pessoas na fila para leito de UTI e Fátima Bezerra anuncia aumento da repressão

A governadora do Rio Grande do Norte anunciou nessa sexta-feira uma ampliação das medidas de controle de circulação social, anunciando toque de recolher das 20h às 6h e em tempo integral no domingo.

sexta-feira 5 de março | Edição do dia

Durante o período do toque de recolher, funcionarão apenas supermercados, farmácias, postos de gasolinas e outras atividades essenciais. Orlas, parques, bares, restaurantes, escolas particulares e igrejas não poderão abrir. Contudo, comércio, call centers, indústrias, seguirão funcionando normalmente, lotando os ônibus, e garantindo a circulação do vírus e dos intocáveis lucros patronais.

Fátima se emocionou no anúncio da medida, dizendo que tomará todas as medidas necessárias para garantir a saúde da população. Logo em seguida disse que “abrir novos leitos é complicado” devido à falta de recursos e de alguns equipamentos básicos, mas que “mais do que nunca nossas forças de segurança vão atuar firmemente no cumprimento dos decretos".

Fica bastante claro que a única coisa que vai garantir é a polícia nas ruas. São 72 pessoas na fila de espera de UTI no RN. Nenhuma dessas medidas restritivas foi anunciada junto com medidas básicas de rastreio do vírus e isolamento científico, como testagem massiva e utilização de salas de hotéis, clubes e prédios ociosos para de fato controlar a transmissão.

As repugnantes declarações de Bolsonaro, chamando de “mimimi” a nova catástrofe nacional da pandemia de COVID-19, que beira as 2000 mortes diárias, ri do desespero das pessoas com a falta de vacinas e com o medo de se contaminar no trabalho, nos ônibus, e diz que “o povo quer trabalhar” para ir contra medidas de restrição.

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O ódio contra essas declarações deve servir de motor para impor nas ruas uma verdadeira saída para a pandemia, com plano emergencial de testagem massivo, isolamento científico, ampliação de leitos de UTI e contratação de trabalhadores da saúde, junto com a garantindo auxílio emergencial, proibição das demissões e licença remunerada aos grupos de risco e serviços não essenciais.

Isso passa por enfrentar também os governos estaduais, como Dória que reabre as escolas, mas também Fátima e demais governos do PT e PCdoB, que se limitam a aumentar a repressão policial, que atingirá os trabalhadores, pobres e a juventude para esconder, sob lágrimas de crocodilo, um verdadeiro descaso com a vida da população.

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Os trabalhadores são os únicos que tem interesse em enfrentar essa catástrofe pois são os que mais sentem na pele o aumento de casos e a repressão. Fátima e outros governos incluíram a proibição de reuniões e manifestações públicas nos seus decretos, provando que tem mais medo de possíveis explosões sociais do que com combater de fato ao vírus.

Não podemos aceitar que há um ano da pandemia Fátima diga com tranquilidade que vão faltar leitos. Segue perdoando as dívidas patronais com o seu “RN Cresce +”, que poderiam garantir auxílio para os desempregados e informais de no mínimo um salário mínimo. Acorda com o governo Bolsonaro o destino de R$ 26 milhões para equipamentos policiais ao invés de garantir uma ampla cobertura de leitos e profissionais da saúde de forma permanente (e não fechar leitos como fez ano passado).

A verdade é que a governadora amarrou suas mãos às mesas de negociação com a FIERN, a Fecomércio e outras grandes patronais, e por isso não tem interesse em garantir de fato as medidas básicas necessárias para evitar a catástrofe.

A luta para impedir a catástrofe deve passar por exigir a reconversão toda indústria capaz de produzir equipamentos de UTI, declarando imediatamente como de interesse público. Pela quebra das patentes para a produção de vacinas para todos, avançando na expropriação de laboratórios e indústrias químicas sob controle dos trabalhadores. É urgente que as centrais CUT e CTB, assim como a UNE, saiam das suas quarentenas eternas a serviço dos interesses dos governos do PT e PCdoB e da estratégia de enfrentar Bolsonaro nas urnas de 2022. É urgente que passem a organizar um plano de lutas nacional por esse plano emergencial, começando com a criação de comissões de saúde e higiene para que sejam os trabalhadores que decidam as medidas necessárias para combater a pandemia em cada local de trabalho.

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