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MINAS GERAIS

Queimadas na Serra do Cipó e em Ouro Preto continuam, em Minas Gerais

Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) o estado de Minas Gerais já registra 1.479 focos de incêndio ativos até o último domingo, 53,8% da média histórica para o mês.

terça-feira 6 de outubro| Edição do dia

Foto: Reprodução/TV Globo.

Os incêndios que devastam o estado tiveram um crescimento de 497,5% nos quatro primeiros dias de outubro em comparação a todo o mês de outubro de 2019, que registou 246 focos ativos, segundo o Inpe.

Só no mês de setembro, que é historicamente marcado pelas queimadas, foram 3.467 focos ativos, sendo o terceiro maior consolidado nos últimos 10 anos.

A destruição acontece com a conivência do governo Zema (NOVO), que já criticou leis ambientais em diversas oportunidades e privilegia grandes empresários, mineradoras e o latifúndio.

Ocorrem operações do Corpo de Bombeiros em combate às queimadas, mas sem nenhum reforço ou pedido de ajuda por parte do governo de MG, ainda que somente na Serra do Cipó o fogo já dure 10 dias consecutivos.

Dentre as seis reservas florestais em chamas em Minas – três delas federais e outras três estaduais – o maior incêndio é o que se alastra no Parque Nacional da Serra do Cipó, que chega ao décimo dia.

De sábado até a manhã de ontem, 5, os bombeiros haviam recebido 781 chamados para ocorrências de incêndios em Minas Gerais.

Altas temperaturas em Minas foram registradas nos últimos dia. Belo Horizonte chegou a sua máxima histórica de 37,8°C no sábado, e há possibilidade de novos recordes nos próximos dias, segundo o boletim de previsão do tempo do Inmet. No último dia útil da semana, a umidade relativa do ar pode chegar a perigosos 15%, índice comparado aos desertos.

Os incêndios também devastam o Pantanal, com queimadas que são as maiores dos últimos 23 anos e só em 2020 a Amazônia teve um aumento de 34% no desmatamento, considerando os dados coletados de agosto de 2019 a julho de 2020 pelo Inpe.

Minas Gerais já é um estado marcado por crimes ambientais, como os de Mariana e Brumadinho, que foram fruto da irresponsabilidade do governos. O governo Zema, alinhado com Bolsonaro, não fez nada para que a Vale pagasse seu crime. Junto com o Governo Federal, aprofundaram os laços com as mineradoras e afrouxaram a fiscalização ambiental.

Veja também: Bolsonaro quer desviar mais R$ 1,4 bi do MEC para agradar o Exército e o agronegócio




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