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Economia | Perspectiva da inflação para 2023 deve superar a projeção do Banco Central

No Brasil de Bolsonaro, enquanto a fome avança, os lucros capitalistas crescem e a inflação consome cada vez mais o salário da classe trabalhadora. Em 2021, o Banco Central comandado por Roberto Campos Neto estourou a meta inflacionária e a perspectiva para os anos seguintes é que seja o pior desempenho em 20 anos, com a meta do BC não alcançada por 3 anos consecutivos.

segunda-feira 11 de julho | Edição do dia

Em 2021, a inflação bateu 10,06%, valor muito maior do que a meta estabelecida pelo Banco Central, que era de 3,75%, com margem de tolerância de 1,5%. As projeções do mercado financeiro e do próprio Banco Central, mostram que 2022 vai ser um ano ainda mais difícil para a classe trabalhadora, pois segundo o IPCA (Índice Oficial de Preços) a alta nos preços já está em 11,89% nos 12 meses até junho. E em 2023 o previsto é que a inflação também exceda as metas do Banco Central.

Bolsonaro e toda a sua corja da extrema-direita, atacam a nossa classe desde o início de seu governo, dando continuidade aos ataques iniciados por Temer após o golpe institucional de 2016. Agora, apresentam demagogicamente a PEC16 de “liberação de gastos”, para se relocalizar no cenário político de forma populista, mas que nada resolve estruturalmente o problema da fome, desemprego e alta inflacionária. O que vemos na realidade são os preços de produtos essenciais, como alimentos e combustíveis, aumentarem diariamente, enquanto o salário da classe trabalhadora não acompanha esses aumentos.

Frente à crise capitalista, que é jogada nas nossas costas, é preciso buscar respostas profundas que puxem o freio de mão e virem o jogo à favor da nossa classe e do povo pobre. É preciso revogar integralmente a reforma trabalhista, a lei da terceirização, bem como garantir plenos direitos para entregadores, empregadas domésticas e demais setores uberizados. E para os setores da nossa classe em empregos formais, que veem os salários corroídos a cada mês, lutemos para que os salários também subam proporcionalmente e de forma automática. Contra a fome, é necessário expropriar as grandes multinacionais de alimentos e colocá-las sob gestão dos trabalhadores, de forma a colocar a produção industrial nas mãos dos mais interessados em fabricar alimentos saudáveis para toda a população.

Para impor o conjunto dessas medidas, não podemos confiar na conciliação de classes promovida por Lula/Alckmin e o PT: elas só podem ser conquistadas na luta da classe trabalhadora, da juventude e todos os setores oprimidos contra os capitalistas, rompendo a paralisia criminosa imposta pela burocracia petista nas direções das centrais sindicais e do movimento estudantil. Não será possível derrotar o projeto da extrema-direita odiosa ao lado de empresários que até outro dia estavam apoiando o projeto político de Bolsonaro, Mourão e militares.

Temos que tomar o exemplo de luta dos milhares de manifestantes do Sri Lanka, unificar a luta da classe trabalhadora, juventude e todos os setores oprimidos por uma saída de independência de classe e com um programa para que sejam os capitalistas que paguem pela crise que vêm criando. Essa é a perspectiva nossa do Esquerda Diário, que nessas eleições vão estar levadas a frente pelos pré-candidatos do MRT pelo Polo Socialista e Revolucionário.




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