Sociedade

Ministério da Saúde admite que Brasil não tem seringas suficientes

Contrariando versão anterior do ministro Eduardo Pazuello, números admitidos pelo ministério da Saúde mostram que estoque de estados e municípios é inferior ao necessário para fase inicial da vacinação. No mês passado ministério ignorou parecer que recomendava compra de 20 milhões de seringas devido insuficiência do mercado brasileiro.

quinta-feira 14 de janeiro| Edição do dia

O Brasil não possui seringas suficientes para a vacinação inicial de Covid-19, ao contrário do que declarou Eduardo Pazuello na semana passada, admitiu o Ministério da Saúde nesta quarta-feira ao STF. Segundo o documento 8 dos 27 estados da União não possuem estoque suficiente para dar conta da fase inicial, seriam eles Acre, Bahia, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Pernambuco e Santa Catarina.

"Estima-se que há nos estados mais de 52 milhões de seringas e agulhas aptas para a realização da vacinação, enquanto a estratégia para os grupos listados estima quase 30 milhões de doses para o esquema vacinal completo de duas doses", disse o Ministério da Saúde, em documento assinado por Pazuello e enviado ao Supremo nesta quarta-feira (13).

"Verifica-se apenas que os estados do Acre, Bahia, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Pernambuco e Santa Catarina não teriam estoque suficiente para suprir essa demanda inicial, caso houvesse a disponibilidade imediata das 30 milhões de doses"

Essa mostra cabal da precariedade do planejamento dos militares que tomaram a frente do ministério da Saúde e de todo o plano de vacinação do governo Bolsonaro, que não se antecipou para precaver a demanda por esse instrumento fundamental. Outra notícia apurada pelo jornal O Globo revelou que o governo ignorou um aparecer que recomendava a compra antecipada devido a insuficiência do mercado brasileiro para suprir a demanda diante do plano de vacinação. O Departamento de Imunização e Doenças Transmissíveis, órgão da Organização Panamericana de Saúde, defendeu a compra de seringas com entrega por avião, ainda que com preço maior, argumentando que o mercado brasileiro não conseguiria suprir a demanda do Programa Nacional de Imunização (PNI) no tempo previsto




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