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29M | Mãe de Marcus Vinícius vai ao ato com a camisa que o filho usava ao ser morto pela polícia

Hoje, dia 29/05, diversos atos em diferentes cidades estão marcados contra os cortes nas faculdades e contra o Governo Bolsonaro e Mourão. No Rio de Janeiro, Estado que recentemente ganhou várias vítimas pelas balas policiais, a mãe do menino Marcus Vinicius marcou sua presença em memória de seu filho.

sábado 29 de maio | Edição do dia

A mãe do menino Marcus Vinicius, assassinado pela polícia, vai ao ato do Rio de Janeiro com a camisa da escola que seu filho usava ao ser alvejado. O ato no Rio de Janeiro é um dentre os marcados para hoje dia 29/05 em diversas Ocidades do Brasil. O que inicialmente era uma resposta aos cortes nas faculdades federais, foi ganhando um contorno cada vez mais político contra todo o Governo.

No Rio de Janeiro, em ato que ocorre em frente ao Monumento Zumbi, a revolta se expressa também contra a violência policial do governador Claudio Castro. A presença da mãe de Marcus Vinicius, assassinado pela polícia faz 3 anos, cristaliza que não se tratam de acidentes ou de maçãs podres da polícia, se trata do modus operandi da Polícia que depois assassinou João Pedro, a menina Agatha e tantos outros. Há cerca de 15 dias atrás, a Polícia Civil do Estado, entrou na favela do Jacarezinho e cometeu uma chacina que deixou 29 mortos, cujos nomes dos envolvidos está em sigilo.

Os cortes e o aumento da violência policial não são fatores isolados um do outro: são o aprofundamento de um regime do golpe institucional, é o mesmo regime que promove cortes que excluem os setores mais precarizados da universidade, que promove super operações que celam vidas negras, as mesmas expulsas da universidade com os cortes.

Para reverter nível da precarização e dos ataques das reformas aprovadas nos últimos anos, do aprofundamento da violência policial, no desemprego e na fome só a luta para além dos limites institucionais, como a ilusão no Impeachment que colocaria o racista do Mourão no lugar, que depois da chacina de Jacarezinho insinuou que era “tudo bandido”. Por isso a importância da luta dos estudantes com o conjunto da classe trabalhadora que sofre com a violência física e econômica, dando uma resposta independente, confiando na força da nossa mobilização.




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