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Precarização do trabalho | Jovem recebe proposta para trabalhar como babá em condições análogas à escravidão

A influenciadora digital Baueny Barroco compartilhou nas redes sociais a proposta de trabalho que recebeu, claramente em condições análogas à escravidão. Caso aceitasse, ela ainda teria que contribuir com R$ 500 todos os meses para compras de mercado. Essa situação é mas um exemplo das consequências nefastas da reforma trabalhista, aprovada pela governo golpista de Michel Temer, Congresso e STF.

terça-feira 17 de maio | Edição do dia

Imagem: REPRODUÇÃO/INSTAGRAM

Baueny estava procurando um quarto para alugar em um site especializado em pessoas interessadas em dividir moradia e recebeu uma oferta para trabalhar como babá.

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"Olá, querida Emili. Gostei do seu rostinho, parece que é bem amiga e simpática para ser a babá escolhida. Deixa eu te explicar, ofereço a minha casa para você morar gratuitamente se você aceitar futuramente ser a babá de duas meninas, mas morando comigo e as crianças. Só precisará dividir as compras mensais de supermercado, que não passa de R$ 500 a sua parte. As contas da casa, como IPTU, condomínio, luz, água e gás, você ficará isenta de pagar. Seus gastos mensais serão só os R$ 500 mensais e cuidar das duas meninas todos os dias", disse Mary, a mulher que fez a proposta.

"A casa fica em uma vila muito bonita no Rio de Janeiro. Tem terraço grande, cadeiras de balanço, rede, churrasqueira, dois quartos (um com cama de casal e o outro com cama de solteiro), guarda-roupa, cozinha, dois banheiros e quatro gatinhos de estimação. Podemos conversar para nos entendermos melhor. Topa?", continuou a dona da casa. Veja o print da conversa:

Mary disse a Baueny Barroco que passasse o número de telefone dela caso estivesse interessada na proposta. Ela ainda disse que a jovem poderia indicar outra pessoa interessada em viver nessa condição se não aceitasse a oferta.

"O chicote e o ronco já estão inclusos ou preciso levar os meus?", respondeu a influenciadora digital, fazendo uma referência ao trabalho análogo à escravidão, pois estaria trabalhando como babá de graça apenas em troca de moradia.

Essa situação é mas um exemplo das consequências nefastas da reforma trabalhista, sendo um um duro ataque aos direitos dos trabalhadores e herança do regime do golpe, aprovada pela governo golpista de Michel Temer, mas que também contou com ajuda do congresso e do STF, que fazem parte desse regime golpista de conjunto, contando com a paralisia da centrais sindicais para trair os trabalhadores.

Além disso, nos últimos meses o tema da reforma trabalhista voltou a ser discutido no espaço político, com Lula dizendo que vai "revisar" essa reforma, mas na realidade vai manter em grande parte os ataques nefastos da reforma que são descarregados nas costas da classe trabalhadora. Paulinho da Força chegou a dizer, em evento que consolidou o apoio do Solidariedade a Lula, que a esquerda deveria esquecer essa história de revogar a reforma trabalhista.

Nós que construímos o Esquerda Diário e o MRT defendemos como medida fundamental a revogação integral da reforma trabalhista, que afeta milhões de trabalhadores, pois casos de escravidão ou até mesmo de assassinatos de trabalhadores, como foi o caso de Moïse Kabagambe, imigrante congolês que foi assassinato por simplesmente cobrar seus direitos do patrão, vão continuar se repetindo. Só podemos confiar nas nossas próprias forças de mobilização, na unidade da classe trabalhadora com a juventude, e não fazer como faz a majoritária do PSOL, que se alia com a direita e os golpistas, ao apoiar a chapa Lula-Alckmin, além de e ter aprovado federação com a REDE golpista. Não é se aliando com nossos inimigos que vamos derrotar esses ataques.




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