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CORONAVÍRUS

Emmanuel Macron, presidente autoritário da França, é diagnosticado com covid-19

Emmanuel Macron, presidente da França, foi diagnosticado positivamente para covid-19, nesta quinta (17), segundo comunicado do governo.

quinta-feira 17 de dezembro de 2020| Edição do dia

Foto: Olivier Matthys/Pool/Reuters

O comunicado do Palácio do Eliseu, sede do governo francês diz que: "De acordo com as normas sanitárias em vigor, e aplicáveis a todos, o presidente da República se isolará por sete dias. Ele vai continuar trabalhando e exercendo suas atividades à distância". Porém a publicação não cita se Brigitte Macron, a primeira-dama, também contraiu o vírus. O primeiro-ministro, Jean Castex, realizará isolamento voluntário por sete dias.

O Eliseu não afirma com certeza como Macron contraiu a doença, no entanto, a suspeita está nas atividades públicas das últimas semanas. Na semana passada, por exemplo, o presidente francês esteve em Bruxelas para um encontro com líderes europeus durante a Cúpula da União Europeia para a crise do coronavírus.

A França anunciou na semana passada que não avançaria no plano de reabertura de museus, cinemas e teatros conforme planejado porque as taxas de infecção da Covid-19 não estão caindo tão rápido quanto o governo esperava.

Macron e seu primeiro-ministro impuseram toque de recolher a partir das 20h, inclusive na véspera de Ano Novo, descontando em repressão policial para os trabalhadores e a população a possibilidade de controle da segunda onda. Uma das principais marcas de Macron para trabalhadores e jovens que pagam as contas da crise econômica e sanitária é uma marca de uma gestão repressiva e catastrófica: estado de alarme, o país governado por um conselho de defesa, declarações (“attestations”) para sair de casa, multas e sempre maior violência policial.

Veja também: Manifestações na França contra a lei de segurança de Macron e a violência policial




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