MINISTÉRIO DA SAÚDE

171 mil mortes no país e Bolsonaro e Pazuello deixam de aplicar 3,4 bi no combate à covid

Enquanto o país continua atravessando a crise sanitária do COVID-19, sob ameaça de uma segunda onda de surto da doença, o Ministério da Saúde, de Bolsonaro e Pazuello, deixou de aplicar orçamentos bilionários no combate à pandemia.

sexta-feira 27 de novembro de 2020| Edição do dia

Enquanto o Brasil segue assolado pela crise sanitária, o ministério da saúde deixou de aplicar 3,4 bilhões de reais desde maio, que foram liberados como crédito extraordinário para enfrentamento da pandemia. Não aplicando e nem reservando os valores, que tanto se fazem necessário na área da saúde, que sofre com falta de profissionais, EPI’s e equipamentos hospitalares como respiradores, 74,7 milhões de reais já não podem mais ser usados porque as MP’s perderam a validade. O Comissão de Financiamento e Orçamento (Cofin) do Conselho Nacional de Saúde (CNS), órgãos responsáveis pelo levantamento desses dados oficiais, datados até 24 de novembro, os registros apontam falta de planejamento do governo.

Enquanto isso, o país já atingiu a marca de 171.460 mortes pelo COVID, e 6.204.220 de casos confirmados, com uma média de cerca de 40.000 casos e 500 mortes por dia em novembro, descontrole fruto da displicência e descaso do governo Bolsonaro e Pazuello com a saúde e a vida do povo, que não atuam de fato no combate à pandemia, que exige, no mínimo, testagens em massa, para o mapeamento e controle da doença. Pelo contrário, além de não investirem uma verba bilionária que poderia estar salvando milhares de vidas, não aplicaram 6,8 milhões de testes de detecção, fazendo com que se aproximasse o vencimento do prazo de validade dos mesmos que estão a beira do descarte.

Segundo Pazuello, ”Não tem nada que não esteja planejado”, mas o que está planejado, afinal de contas, para a população por parte dele e do governo Bolsonaro é o assolamento da população que, em muitos setores, voltaram às suas atividades em meio à pandemia, sem garantia nenhuma de saúde e de vida, sem testagens em massa, deixando profissionais da saúde sem EPI’s, expostos à doença e morrendo diariamente, e não solucionando problemas de infraestrutura hospitalar, com respiradores, equipamentos e leitos, que agora começam a superlotar, novamente.

Em meio a tudo isso, Bolsonaro e Paulo Guedes (ministro da economia), atacaram e seguem atacando a classe trabalhadora de forma avassaladora, durante a pandemia, tentando privatizar o sus, principal e único recurso de saúde da esmagadora maioria da classe trabalhadora. Além disso, o único recurso de sobrevivência das famílias durante a reclusão da pandemia, que foi criticado pelo próprio Bolsonaro e é atacado constantemente por Guedes, o auxílio emergencial, foi cortado pela metade em seu final e não será prorrogado. Bolsonaro, Guedes e Pazuello estão a serviço dos capitalistas, que desejam avidamente passarem por cima da vida dos trabalhadores para manterem seus lucros, negligenciando as verbas públicas da saúde e demais setores para pagarem a dívida pública, artifício usado para desviar dinheiro do povo para os capitalistas rentistas, e tentando arduamente entregar os setores públicos de bandeja ao setor privado. A prova da calamidade da saúde do país tomada pela iniciativa privada em meio à pandemia é observável nos EUA, país, inclusive, ao qual Bolsonaro é completamente vassalo, pelo menos ainda sob governo Trump. Os EUA já atingiram mais de 266 mil mortes e 13 milhões de casos confirmados, com um sistema de saúde completamente privado, onde os mais pobres e a classe não têm o acesso mínimo à saúde e morrem, muitas vezes, sem qualquer atendimento, ou então, se atendidos nos hospitais, saem de lá, algumas vezes, com dívidas milionárias. Este é o projeto que o conjunto do governo Bolsonaro planeja para o Brasil.




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