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Fora Bolsonaro e Mourão | Trégua entre os três poderes é por mais ataques a nós. É preciso lutar contra todo regime!

Os três poderes tentam buscar trégua entre si para seguir com o plano de ataques contra nós. Precisamos lutar pela construção de uma greve geral, de unidade da nossa classe e sem alianças com outros setores do regime.

quarta-feira 14 de julho | Edição do dia

Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

Reunião articulada por Luiz Fux, ministro do STF, busca uma trégua entre os três poderes - Executivo, Legislativo e Judiciário - depois de uma escalada de ameaças realizadas por Bolsonaro contra o STF devido sua tentativa de nomear André Mendonça como novo ministro da corte do Supremo Tribunal Federal. Além disso, Bolsonaro também vem aumentando suas ameaças às realizações das eleições, alegando que se não ocorrerem por via de voto impresso, não realizará o pleito.

Entretanto, além dessas ameaças declaradas publicamente, o regime de conjunto vê a situação atual de disputa entre os poderes como obstáculo também para seguir passando os ataques tão desejados pela burguesia contra nós. Ou seja, os inimigos sempre estiveram e estarão unidos para passar por cima das nossas vidas e fazer com que sejamos nós - trabalhadores, juventude e setores oprimidos - a pagarmos por toda essa crise.

A CPI já se demonstrou como um meio de fortalecimento das instituições pós golpe de 2016, que visa emergir uma terceira via de direita para as eleições de 2022. Por meio desse teatro da CPI articulam ir jogando a culpa, por todos os processos de corrupção e péssima gestão da crise da pandemia no país, apenas em Bolsonaro e sua ala mais reacionária no governo.

O processo de impeachment não só seria um processo de saída por dentro do regime, que manteria o General Hamilton Mourão; como é uma política que está longe de acontecer em meio a tantos interesses por trás das eleições de 2022. Do que vale para a esquerda se articular em uma Frente Ampla eleitoral contra Bolsonaro, que unifica até partidos de direita que votam a favor de todas as reformas e privatizações? Esperar por essas eleições dentro desse regime será mesmo uma saída para a nossa classe? Se os ataques que sofremos vêm do regime de conjunto, que se articula, apesar das divergências entre poderes e alas de interesses, para nos atacar e destruir nossos direitos trabalhistas e previdenciários, precarizar nossas vidas, destruir a educação e a saúde pública - o nosso caminho para derrotar não só Bolsonaro, mas também todo o regime, é na luta de classes.

O próprio PT, que mesmo assinando o super pedido de impeachment, faz isso por pura encenação já que seu objetivo é fortalecer Lula e não derrotar de fato Bolsonaro, pois o que menos querem é que se abra espaço para a direita construir essa terceira via eleitoral, que compita nas eleições de 2022, já que Lula está na frente de todos os possíveis candidatos até agora e se fortalece polarizando com o atual presidente. Só que diferente de ser uma política em prol das nossas vidas, o PT busca isso para se localizar por dentro desse regime já degradado, sem bater de frente com os interesses da burguesia, da direita e dos militares, se mostrando que será capaz de manter um plano de ataques contra nós, garantir os interesses dos poderosos, mantendo nossa classe paralisada por via das burocracias sindicais e estudantis que freiam a possibilidade de ascensão da nossa classe.

Veja aqui: A demagogia de Lula não esconde sua obsessão por uma frente com a direita liberal dos ataques.

Precisamos hoje de uma saída com independência de classe, de enfrentamento contra Bolsonaro, Mourão e todos os golpistas, através da construção de uma greve geral que atinja o regime e os capitalista que por meio do Estado garantem seus interesses. Para isso, fazemos um chamado a todas as correntes e partidos que estão à esquerda do PT, pela construção de um Comitê Nacional antiburocrático que atue por uma política de exigência às direções por um plano para a necessária greve geral, e rompa a paralisia das grandes centrais imposta pelas burocracias sindicais, estudantis e dos movimentos sociais.

É preciso reunir amplos setores da esquerda, que atue pela unidade entre trabalhadores e juventude, indígenas, [email protected], mulheres, LGBTQIA+ e outros movimentos sociais; e aponte para a auto-organização da nossa classe. Será por via da luta de classe que poderemos juntos impor nas ruas um novo governo de ruptura com o capitalismo, revogando todas as reformas e ataques contra nós, e construirmos uma Nova Assembleia Constituinte Livre e Soberana que derrote a já degrada Constituinte de 88, que vem sendo rasgada por esse regime autoritário a seu bel prazer para nos destruir.

Veja também: Greve geral para derrubar Bolsonaro, Mourão, os ataques e impor uma nova Constituinte.




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