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USP | O DCE da USP precisa chamar uma assembleia geral contra o despejo no CRUSP e a PM no campus

O DCE livre da USP precisa urgentemente construir uma assembleia geral que unifique todos os estudantes contra os ataques à permanência, o despejo dos estudantes do bloco D do CRUSP e a violência policial no campus, ao mesmo tempo que organize a luta para o ato que está sendo chamado pelos alunos no próximo dia 13.

segunda-feira 9 de agosto | Edição do dia

Imagem: via reprodução

Os estudantes que residem no bloco D da moradia universitária da USP (Crusp), destinada a estudantes que possuem uma renda insuficiente para se manter na graduação na cidade de São Paulo, foram informados que haveria uma reforma no prédio em que moram e que teriam poucos dias para desocupar o apartamento, sendo dada pela SAS (Superintendência de Assistência Social), a mando da reitoria, a opção dos alunos buscarem uma vaga em outro bloco, algo difícil diante da escassez de vagas por conta dos cortes e da falta de investimento em permanência, ou aceitar um auxílio moradia de R$500,00, valor totalmente insuficiente para pagar um aluguel em São Paulo, uma das cidades mais caras do mundo.

Ao mesmo tempo que esse processo ocorre, na noite de domingo, 8,um estudante de Geofísica da USP e morador do Crusp foi preso pela Polícia Militar que possui uma base dentro do campus Butantã, sendo levado ao 91° DP sem nenhuma explicação ou acusação formal. Não é mera coincidência que essa prisão tenha ocorrido no momento em que a reitoria tenta despejar estudantes do Crusp em nome de realizar uma suposta reforma que não divulga o projeto e nem os prazos e não fornece nenhuma assistência aos estudantes que estão sendo obrigados a sair de suas casas. Com essa ação a PM mostra a que está a serviço, e a reitoria dá seu recado aos estudantes de que se tentarem lutar para ter onde morar e por permanecer na universidade a reitoria dará aval para terem o mesmo destino do estudante preso ontem.

Colocar uma base da PM dentro do campus da USP foi uma das principais ações da reitoria para conter qualquer mobilização dos estudantes e trabalhadores contra os ataques destinados aos setores mais vulneráveis na universidade, para que esses policiais pudessem cumprir o papel de defender os interesses da própria reitoria e dos governos, e reprimir toda e qualquer luta por parte dos trabalhadores e estudantes, ou seja, a PM cumprir dentro da USP parte do papel que já cumpre nas periferias e comunidades, em que defende os interesses dos governos, a propriedade privada, buscando conter qualquer insatisfação popular e assassinando a juventude negra.

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Os ataques aos setores mais vulneráveis da universidade não vem de hoje por parte da reitoria, que há anos ataca a permanência estudantil e precariza as condições de trabalho dos funcionários, com ataques que se intensificaram durante a pandemia, momento em que a reitoria permitiu a demissão de trabalhadores terceirizados, que ficaram desempregados em um dos momentos mais críticos da crise sanitária em que as taxas de desemprego aumentavam enormemente, e permitiu que outros funcionários continuassem trabalhando em condições inadequadas na universidade chegando a óbito por contaminação de Covid-19, além da mais recente tentativa de despejo dos estudantes do Crusp.

Leia também: Diante do despejo pela reitoria USP, é urgente a devolução dos blocos K e L da moradia

Não podemos aceitar essa situação! Mais do que nunca o DCE Livre da USP, entidade que representa todos os estudantes e é dirigida pelo PT, PCdoB e Levante Popular, precisa estar a serviço de organizar a nossa luta, saindo do imobilismo que se encontra e deixar de ser uma linha auxiliar da reitoria e da SAS e de fato organizar o movimento estudantil para lutar contra todos esses absurdos e para o ato do dia 13. Para isso, é necessário convocar uma assembleia geral que seja um espaço de fato amplo e democrático, não fóruns indicativos, o que exige uma forte construção desde as bases.

Os Centros Acadêmicos dirigidos por setores de esquerda como PSOL, PCB, UP e PSTU precisam colocar suas forças a serviço de organizar os estudantes em espaços democráticos em que possamos debater sobre o que está acontecendo, pensar em como nos organizar e exigir que o DCE saia do imobilismo que está e convoque uma assembleia geral enquanto um espaço democrático que sirva para a auto organização dos estudantes contra todos esses absurdos.




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