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BREQUE

Entregadores cogitam novo breque por melhorias e contra bloqueios

A insatisfação com as condições precárias de trabalho dos entregadores segue forte, eles reinvindicam valorização e melhorias para a categoria. Para organizar uma paralisação, foram criados alguns grupos de whats no meio de janeiro com membros de associações e alguns que participaram das paralisações anteriores.

sexta-feira 29 de janeiro| Edição do dia

Foto: Diário do Nordeste

Estão circulando algumas pautas:

- valorização e melhores condições de trabalho para nuvens e OL’s;

- melhores taxas;

- fim dos bloqueios unilateralmente sem chance de defesa;

- por um canal direto do entregador com os apps mesmo fora das entregas para resolução de problemas;

- igualdade na distribuição de entregas para entregadores nuvem e da função OL;

- maior fiscalização sobre as bases operadoras logísticas dos vínculos trabalhistas e direitos dos entregadores a elas fixados.

Sobre a data, circulou um link nos grupos para escolher algum dia no início de março, porém parte dos estregadores defendem que a paralisação aconteça dia 1 de fevereiro (segunda) junto aos caminhoneiros.

Semana passada ocorreram pequenas ações de entregadores com algumas das pautas citadas acima em Teresina-PI no dia 20 e São Paulo no dia 21. Hoje motociclistas bloquearam importante avenida em Fortaleza-CE e fizaram buzinaço pelo fim das punições e taxas mínimas.

Sobre o possível 4º breque nacional dos entregadores será fundamental um espaço democrático de decisão das pautas e a data, os sindicatos e associações têm o dever urgente de convocar assembleias deliberativas, que possam coordenar os estados, ouvir a posição da categoria e votar.

Como organizar e fortalecer a luta dos entregadores?

As empresas de aplicativos por delivery são verdadeiras sangue-sugas da vida dos trabalhadores, pagando uma miséria pela entrega e lucram milhões, não pagam nenhum direito ou os meios de trabalho, se isentam de qualquer responsabilidade sobre acidentes, roubos e mortes durante um dia de trabalho sobre a promessa mentirosa de dar autonomia e que seriam uma relação de parceiria com empreendedores.

É inaceitável essa enorme exploração na vida dos entregadores. É urgente a garantia de todos os direitos presentes na CLT garantidos, como vale-refeição, direito à férias e folgas para essa categoria. A luta e organização dos entregadores deve impor que iFood, Rappi, Uber e todas empresas reconheçam o vínculo empregatício, valorizem esses trabalhadores.

Toda essa precarização, a uberização que atinge cada vez mais trabalhadores para além do serviço de entregas é parte do plano do governo Bolsonaro junto à Maia e governadores de colaborar com empresas como esses aplicativos que sugam toda energia da classe trabalhadora, sendo a maior parte negros e negras. Por isso para lutar por melhores condições é necessário se enfrentar com esse governo e todos atores que sustentam esse regime do golpe que vivemos.

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