Política

REFORMA ADMINISTRATIVA

Contra a reforma administrativa, os trabalhadores têm que estar nas ruas no dia 29

Para a felicidade de Paulo Guedes, Bolsonaro e dos golpistas do Congresso Nacional, a PEC 32, da reforma administrativa, que é um grande ataque aos trabalhadores, em especial, os servidores públicos foi votada e aprovada hoje na Comissão de Constituição e Justiça(CCJ) da Câmara dos Deputados e seguirá para as próximas instâncias. A reforma administrativa, bastante discutida no ano passado, prevê ataques à estabilidade dos servidores e precarização das condições de trabalho, mas mantém os privilégios dos altos postos do governo. Por um 29M, dos estudantes aliados aos trabalhadores, nas ruas contra os cortes, as reformas e privatizações!

Luiza Eineck

Estudante de Serviço Social na UnB

terça-feira 25 de maio| Edição do dia

É um absurdo que enquanto brigam na CPI, o governo, Congresso e o STF se juntam para passar mais um combo de ataques. E hoje, foi aprovada a Reforma Administrativa na CCJ, que seguirá para as próximas instâncias, uma comissão especial, o plenário da Câmara e depois para o Senado. A Reforma Administrativa, grande bandeira de Bolsonaro e Guedes, prevê duros ataques aos trabalhadores, em especial aos servidores públicos, inclusive os mais essenciais como os da saúde e educação. O governo e o regime golpista justificam a PEC 32 como se ela fosse reduzir os gastos do Estado em meio a crise econômica e os “privilégios” dos servidores públicos, o que não passa de uma grande mentira.

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Na realidade, a Reforma Administrativa prevê ataques à estabilidade dos trabalhadores, mudando os regimes de contração, também uma maior precarização das condições de trabalho, autorizando redução de salários e jornadas. Porém, as altas cúpulas militares, o judiciário, e os deputados e senadores mantém seus privilégios e salários milionários. O sonho do Chicago boy, Paulo Guedes, sempre foi avançar ao máximo com sua agenda neoliberal de ataques, na qual inclui essa reforma, e também as privatizações, para sucumbir o país ainda mais para aos interesses do mercado financeiro imperialista e ao pagamento da dívida pública, fraudulenta.

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Aproveitam da crise econômica e pandêmica para fazer a festa, passar a boiada à lá Salles em todos os setores possíveis. O nível de apodrecimento desse regime de conjunto é mais evidente. Em um ano de pandemia já passaram diversos ataques, colocando a população trabalhadora ainda mais na miséria. Mas por outro lado, a crise escancara a anarquia desse sistema capitalista, e de seus governantes, orientados apenas pela sede lucro, exigindo que busquemos responder com saídas mais profundas a essa situação.

É por isso que é imprescindível que o dia 29 convocado pela UNE, dirigida pelo PT, PCdoB e Levante Popular, seja tomado por trabalhadores por todas as ruas contra a reforma administrativa, é vergonhoso que a CUT, dirigida pelo PT, tenha chamado uma ato para três dias antes, 26, em Brasília. E pior, a UNE e os partidos que compõem sua Oposição de Esquerda ficaram calados frente essa divisão. Por que dividir as nossas lutas se juntos, estudantes e trabalhadores, podem compor uma aliança explosiva que pode combater os nossos inimigos, que são os mesmos, Bolsonaro, Guedes e o todo o regime de conjunto?

Os cortes que ameaçam o funcionamento das universidades, assim como a PEC 95 do teto dos gastos; a reforma da previdência que nos fará trabalhar até morrer; a reforma administrativa que é um grande ataque aos nossos direitos; entre outras, precisam ser revogados já! Porém isso, só pode ser conquistado com a força da nossa luta nas ruas, batalhando por uma Assembleia Constituinte Livre e Soberana, onde a maioria da população possa decidir pela primeira vez os rumos do país, revogando cada reforma, cada ataque e retirada de direito, e para que possamos mudar as regras desse jogo, onde só perdemos, e não apenas os jogadores.

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Essa é a proposta que defendemos ao contrário da esquerda, que capitula a miséria do possível imposta pelo regime golpista, fomentando ilusões no teatro da CPI da Covid, no impeachment ou nas eleições de 2022, nossa luta deve ser agora! Os ataques acontecem agora e continuarão acontecendo, assim como o aumento das mortes, da fome e do desemprego!

Frente a toda essa situação, precisamos batalhar, também, pelo não pagamento da dívida pública que é ilegítima, ilegal e fraudulenta, uma dívida tal qual onde o orçamento do Estado Brasileiro é organizado, em primeiro lugar, para garantir seu pagamento em detrimento das nossas vidas, que não valem nada no capitalismo, apenas mais e mais lucros. É mais do que necessário traçar um caminho de independência de classe, sem seguir os passos do PT, que administrou o capitalismo por 13 anos e que inclusive pretende continuar seguindo esses passos. O Lula pode até perdoar os golpistas, esquecer que foi no governo FHC, aquele que ele apertou a mão na semana passada, em que se criou a dívida pública. Mas nós, não!

Unificar estudantes e trabalhadores pela base no 29M contra os cortes na educação, as reformas, as privatizações e as demissões! Fora Bolsonaro, Mourão e militares! Pelo não pagamento da dívida pública!

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