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CEB privatizada para capital estrangeiro de forma autoritária

Projeto de Ibaneis, Bolsonaro e Guedes privatiza a CEB. Sem consulta com os trabalhadores da CEB ou com a população do DF, a companhia foi vendida para Bahia Geração de Energia, do Grupo Neoenergia que é 60% controlada pelo grupo espanhol Iberdrola. Com isso, esse projeto privatista deixa uma companhia nacional estratégica como a CEB à mercê do capital estrangeiro.

sexta-feira 4 de dezembro de 2020| Edição do dia

(Foto: TV Globo/Reprodução)

A CEB (Companhia de Eletricidade de Brasília) foi comprada, na manhã de hoje (4/12), pela companhia Bahia Geração de Energia. O leilão da CEB na Bolsa de Valores de São Paulo ocorreu mesmo com a concessão da liminar da desembargadora do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), Fátima Rafael, para a suspensão do processo de venda sem prévia legislação autorizativa, deferida ontem à noite. Mas ainda mais importante é que o leilão seguiu mesmo frente aos protestos dos próprios trabalhadores da CEB que se organizaram em greve para repudiar esse ataque.

Junto com a privatização vem as demissões e a precarização do trabalho, além do aumento das tarifas e de um serviço pior. Tudo isso para os capitalistas custa R$ 2,51 bi, que foi o lance da Bahia Geração de Energia. Outras duas empresas também tentaram a sorte de ser parte desse grave ataque aos trabalhadores e consumidores de energia do Distrito Federal, a CPFL Energia propôs que o lucro vale mais que a importância do serviço da CEB à população por R$ 2,508 bilhões, já a Equatorial deu lance de que o projeto privatista desse regime golpista que aproveita a pandemia para atacar os trabalhadores é de R$1,485 bilhão.

O governo do DF, em consonância com a política privatista de Bolsonaro e Guedes, justifica a privatização de uma das melhores empresas de energia do país com o discurso de “ineficiência”.

Ineficiente é a política de Ibaneis que deixa um setor estratégico como o de energia à mercê dos lucros dos empresários que em nada se importam com os trabalhadores ou com a população do DF. Os processos de demissões já começaram, com isso vem a precarização da vida de todos que trabalham para garantir a energia nas casas do DF.

Capitalistas como Gustavo Montezano, presidente do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), dizem que a privatização vai levar investimentos para o DF. Onde foi aplicada, a privatização só teve como efeito o aumento das tarifas e a precarização dos serviços, como no trágico caso do Amapá.

O cinismo do presidente da CEB, Edison Garcia, de afirmar que a venda da companhia é “um processo histórico” e ainda que “É a privatização com maior ágio e maior número nominal de venda” de forma acrítica representa a lógica capitalista que entrega companhias nacionais como a CEB para empresas controladas pelo capital estrangeiro de mão beijada.

Como aconteceu em Goiás, quem vai sentir a precariedade desse projeto é a população e a massa trabalhadora. A CEB é do povo e não do lucro dos empresários ou dos interesses políticos de Ibaneis, Bolsonaro ou Guedes. Contra esses ataques, é preciso defender a completa estatização da CEB, o controle de qualidade pela população e a gestão pelos trabalhadores da CEB. Apenas a luta dos trabalhadores e da população independente das instituições golpistas, desses juízes eleitos por ninguém e dos políticos capitalistas pode enfrentar esses ataques históricos que colocam o lucro acima das vidas e do planeta.

Leia mais: Privatização da CEB: por que somos contra?




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