Política

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA

Bia Kicis censura deputados e quer punir quem falar “Bolsonaro Genocida” na CCJ

A deputada Bia Kicis, do PSL, presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e aliada de Bolsonaro, quer censurar e impedir que os deputados que fazem oposição ao presidente o chamem de genocida.

quinta-feira 25 de março| Edição do dia

Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Na primeira sessão da CCJ, Bia Kicis atuou em defesa incondicional de Bolsonaro, interrompendo os deputados que denunciavam as milhares de mortes por covid no país chamando o presidente de genocida. Ela chegou a ameaçar de punição aqueles que se referirem ao presidente dessa maneira: “Eu considero que chamar o presidente Bolsonaro de genocida é uma injúria. Aliás, é uma calúnia. E eu estou advertindo. E esse regimento impõe penalidades para deputados que descumpram o regimento”, disse a aliada de Bolsonaro.

O deputado Paulo Teixeira, do PT, foi um dos que criticou a interrupção da presidente do colegiado, dizendo que não pôde dar continuidade à sua fala na qual justificava a escolha do termo genocida para se referir a Jair Bolsonaro. Kicis o interrompeu dizendo que aquilo era uma injúria e calúnia, e que aquela Casa não deveria se referir aos membros de nenhum dos Poderes de maneira “descortês”.

Teixeira ainda denunciou que esse tipo de censura vindo por parte da presidente da CCJ, dizendo que “Cercear a fala de alguém que quer apontar o cometimento de crimes por presidente da República é um cerceamento antirregimental. Vossa Excelência deixa de ser presidente e passa a ser partidária de alguém que precisa ser analisado por esta Casa a todo momento pelo cometimento de crimes.”

Fernanda Melchionna, deputada pelo PSOL, também criticou Bia Kicis quando a mesma enfatizou que não permitiria referências injuriosas. “A senhora é presidente da CCJ, não é advogada do Bolsonaro nem rainha”, disse a deputada do PSOL.

Bia Kicis, Bolsonaro e seus aliados têm buscado censurar aqueles que denunciam a responsabilidade do presidente diante das 300 mil mortes. Diversas perseguições têm ocorrido com aqueles que chamam Bolsonaro de genocida e dizem, corretamente, que a culpa por cada vida perdida pela covid é do ex-capitão. Até mesmo a Lei de Segurança Nacional, da ditadura, foi acionada para reprimir e censurar quem se manifesta denunciando a falta de políticas para dar uma saída à crise sanitária.

O Estado é responsável por essas mortes, sendo Bolsonaro, o Congresso, STF e os governadores todos culpados pela barbárie sanitária que o Brasil atravessa.

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