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5 motivos para apoiar a greve da CEB

Hoje, os trabalhadores da CEB entraram em greve contra a privatização e os ataques ao acordo coletivo da categoria. Veja alguns dos motivos para apoiar essa luta.

terça-feira 1º de dezembro de 2020| Edição do dia

1 - Se privatizar, a tarifa vai aumentar

Sim, a tarifa, caso haja privatização, tende a aumentar, pois o serviço de energia deixará de ser feito por uma empresa que não visa o lucro e sim o atendimento à população de uma necessidade fundamental, para uma que tem o lucro como base e fim último.

Esse argumento ganha ainda mais força se compararmos a tarifa da CEB no DF e da Enel, empresa privada responsável pela energia no Goiás. Basta ir ao entorno do DF para que a conta de luz aumente drasticamente. No ranking de tarifas elaborado pela ANEEL, a ENEL Goiás está 13 posições acima da CEB no quesito preço, sendo que a empresa privada goiana ainda consegue prestar um atendimento bem pior conforme o ranking de continuidade de serviço também da agência reguladora do setor.

2 - Ibaneis quer mais um apagão como do Amapá

Aparentemente, Ibaneis e seu lambe-botas mais fiel, o presidente da CEB Edison Garcia, não querem nem saber sobre o que está acontecendo no Amapá. Lá, onde a empresa de energia é privada, foram mais de 3 semanas de apagão, com falta de luz constantes até hoje. A população pobre, em sua maioria negra e indígena, foi largada à própria sorte, com fome, sem água mesmo na diante da foz do rio Amazonas, sem luz - e tudo isso em uma crise sanitária e econômica.

“Se a gente não morre de sede, fome ou Covid, a polícia termina o serviço”, disse entrevistada. O descaso da iniciativa privada é gigantesco: o que importa para essas empresas é o lucro de meia-dúzia de capitalistas.

3 - Lucro para meia-dúzia de capitalistas, péssimo serviço para o povo pobre e a classe trabalhadora

Se privatizar, a CEB vai garantir lucros enormes para uma meia-dúzia de capitalistas, muito provavelmente de algum monopólio imperialista. Enquanto isso, o serviço tende a piorar, prejudicando ainda mais a população pobre e das periferias do DF.

Basta resgatar, novamente, o exemplo da Enel, que está no ramo de energia em Goiás, São Paulo, Rio de Janeiro e Ceará. Em todos os casos subiram o número de reclamações sobre a qualidade do serviço prestado ao mesmo tempo que aumentaram a cobrança de taxas abusivas, o que gerou maior endividamento da população. Em contradição ao seu poder, a ENEL chegou a ser considerada uma das piores empresas do ramo energético no país. Em 2018 foram registradas 24 mortes de trabalhadores da ENEL durante o serviço com eletrochoque.

Importante lembrar o que aconteceu com Ricardo, trabalhador da CEB morto por eletrochoque no mês passado. E ainda mais importante é dizer que a diretoria de Edison Garcia e todo o projeto privatista desse regime, que precariza o trabalho, é responsável por sua morte. Esses casos tendem a aumentar com a privatização.

4 - A privatização da CEB abre portas para muitas outras, o que tende a precarizar mais o trabalho e rebaixar os salários da classe trabalhadora de conjunto

Para Ibaneis, a privatização da CEB é fundamental para garantir a entrega de outras estatais por preço de banana para os capitalistas, como é o caso do BRB - banco que Edison Garcia é membro do conselho administrativo -, CAESB, Rodoviária, Metrô, entre outras.

São os trabalhadores quem tudo produzem; o lucro só pode vir, então, de trabalho não pago ao trabalhador; mas os capitalistas não se contentam e procuram por todos os meios tirar direitos e diminuir os salários - a privatização é uma forma de fazer isso, já que quem decide o salário não é o Estado, mas o patrão.

Portanto, a questão é que, para além de aumentar a terceirização nas empresas, cortar direitos, aumentar acidentes de trabalho e acabar com a estabilidade das categorias - trata-se de uma forma de aumentar os lucros dos capitalistas, avançar na precarização em outras áreas (como a educação) e rebaixar os salários da classe trabalhadora de conjunto, visto que quanto maior o lucro, mais trabalho precarizado e mal pago precisa existir.

5 - A privatização é um projeto do regime do golpe institucional para aumentar os lucros dos capitalistas e mina a organização da classe trabalhadora de conjunto contra os ataques

A investida privatista de Ibaneis não está separada da conjuntura de pacto político do regime do golpe institucional, no qual Bolsonaro, Mourão e Guedes, junto do STF e do Congresso estão todos juntos para passar mais ataques como a reforma administrativa, a PEC emergencial, entre outros. Trata-se de uma aliança da burguesia desesperada diante da crise econômica internacional e dos levantes de massa no mundo todo para aumentar os lucros e minar as formas de resistência e organização da classe trabalhadora.

As eleições, com o fortalecimento do centrão golpista, demonstram que o regime está mais do que nunca junto para descarregar a crise nas costas da classe trabalhadora e dos oprimidos. As privatizações, nesse sentido, fazem parte do projeto do regime para salvar a burguesia, atomizar a classe trabalhadora e sua moral.

Saiba mais: O triunfo do golpismo institucional e as tarefas da esquerda

Diante desse panorama, é fundamental unificar forças, desde outras categorias e também da juventude, com a greve da CEB para nos colocarmos contra esse projeto privatista do regime do golpe institucional de Bolsonaro, Mourão e Guedes, que no DF é representado por Ibaneis e tem como fiel capacho o presidente da CEB, Edison Garcia.

Leia mais: Que a esquerda se mobilize junto aos trabalhadores da CEB contra a privatização

TODOS AO ATO NO DIA 2, 10H, NA PRAÇA DO BURITI

Que os capitalistas paguem pela crise!
Não à privatização da CEB!
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