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RIO GRANDE DO SUL | Vontade de gritar na rua em unidade com meus colegas. Um grito coletivo, fortalecido pelo meu sindicato, o CPERS!

Alguém já parou para pensar quanto arrecada o maior sindicato do Rio Grande do Sul? Esse que já foi um dos maiores da América Latina, o CPERS, paulatinamente tem perdido associados. Principalmente após o episódio anti-democrático no ano passado na Pepsi. No início de 2015 muitos professorxs e funcioná[email protected] de escola vinham acreditando numa luta possível contra Sartori, ainda mais que todos os servidores, inclusive da polícia estavam se movimentando. Estavam aumentando as filiações nos núcleos do sindicato, ainda mais após comandos de mobilização e greve se formarem a partir de colegas independentes de forças políticas.

sexta-feira 2 de dezembro de 2016 | Edição do dia

O primeiro erro de nossa direção, no entanto, foi acreditar numa unidade com policiais. Investiram e forçaram a votação de uma paralisação de 3 dias. Fazendo o governo gargalhar na nossa cara. Chamaram de "greve de três dias". Ora, greve é greve, paralisação é paralisação, o que distingue um movimento do outro é que o primeiro é por tempo indeterminado, e o segundo não. Reis da manobra, burocratas profissionais! Tem mais medo de uma mobilização forte e verdadeira, do que os ataques do patrão! Ataques aliás, que não lhes atinge diretamente, senão apenas o setor de massa da categoria: a base. O resultado, foi assembléia sitiada e professores apanhando de quem? De policiais, cães de guarda do governo, na praça matriz.

Muito se ouviu de colegas nas salas de professores: "- vou me desfiliar do CPERS porque não sou massa de manobra!" Mas, que outro jeito de empreender a luta se não dentro do próprio sindicato? Muitos colegas não tiveram o discernimento de separar o que é sindicato do que é direção sindical. O sindicato é permanente, a direção não. E os possíveis erros dessa direção devem ser denunciados e combatidos dentro do sindicato.

Toda a evasão do sindicato, após a "greve de três dias" e o golpe na Pepsi, parece não ter preocupado tanto assim os dirigentes burocratas. Pode ser que não seja de todo consciente, mas, insistem em afirmar por ai que o pessoal ta meio apagado (...) que tentam e tentam mobilizar de todas as formas, mas, a culpa é da base que não quer lutar. O que podem fazer se a base não se mexe. Pelamôr! Que direção é essa que fica esperando espontaneísmo?

Diante da enorme crise de representatividade em que vivemos, urge que nos organizemos para exigir do sindicato assembleias de base em cada escola e medidas radicais de luta contra o parcelamento dos salários. Os núcleos dirigidos pela esquerda poderiam estar tomando a linha de frente para organizar a nossa luta. É preciso nos organizar e retomar o sindicato para os professores, para preparar uma grande luta capaz de derrotar o governo Sartori e acabar com o parcelamento.

Pensemos formas de organizar verdadeiramente a luta exigindo da direção central que saia o imobilismo e promova assembleias democráticas de base em cada escola de onde sejam eleitos delegados, levantando e ascendendo assim o debate sobre o que os governos, federal e estadual, preparam para o nosso futuro e o que podemos fazer para resistir a esses ataques. Esse é o papel de quem foi eleito para estar à frente do maior sindicato do RS. Precisamos retomar esse importante sindicato e livrá-lo da burocracia. Muitas pessoas só precisam saber que não estão sozinhas para colarem na luta e gritar em uníssono: FORA SARTORI! FORA TEMER! CONTRA PEC DO FIM DO MUNDO! CONTRA REFORMA DO ENSINO MEDIO! CHEGA DE PARCELAMENTO! CONTRA QUALQUER RETROCESSO TRABALHISTA! QUE OS RICOS PAGUEM PELA CRISE!!!

Colocamos o Esquerda Diário a disposição [email protected] [email protected] e [email protected] de escola para expressar sua indignação e darmos os primeiros passos necessários para reorganizar a nossa luta.




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