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CORONAVÍRUS

Rio de Janeiro bate recorde de internados em UTI desde o início da pandemia

Com 622 internados em UTIs dos hospitais públicos na quinta-feira (18), a cidade do Rio de Janeiro atingiu a maior lotação desde o início de 2020, mesmo contando quando haviam hospitais de campanha. A ocupação dos leitos do SUS é de 95% e quase 200 pessoas estão na fila. Terceira onda é responsabilidade de Bolsonaro, Castro, Crivella e Paes.

quinta-feira 18 de março| Edição do dia

Foto: Ricardo Moraes / Reuters

Desde o início da pandemia, o RJ tem sido um dos estados mais atingidos pelo vírus e pelo descaso de seus governantes. Agora, o estado e a capital voltam a sofrer altas históricas no número de casos graves e de mortes, mostrando o quão profundo vem sendo o descaso de Bolsonaro, dos governadores Witzel e Castro, e dos prefeitos Crivella e Paes. Diante de uma situação nacional que nunca foi tão grave, a capital Rio de Janeiro encara o já vem sendo chamada de "terceira onda" do vírus.

Nesta quinta-feira (18), foram contabilizados 622 pessoas internadas em UTIs dos hospitais públicos da capital, a maior lotação desde o início da pandemia, mesmo contando quando haviam hospitais de campanha. A ocupação dos leitos do SUS é de 95% e centenas estão nas filas de espera. O colapso atual deriva do desmonte da estrutura do SUS, desde o fechamento dos hospitais de campanha (inclusive sem pagar seus funcionários), ao sucateamento das enfermarias e à demissão de equipes inteiras contratadas de forma emergencial para a linha de frente do combate à pandemia.

O prefeito Eduardo Paes (DEM), que recentemente anunciou medidas mais restritivas, demagogicamente apela a Bolsonaro pela instituição de um novo auxílio emergencial - este que o governo federal já anunciou e que oferecerá, em média, absurdos R$150,00. O lockdown com serviços essenciais que Paes estuda aplicar será a continuidade da repressão punitivista que o governo estadual de Castro vem aplicando, permitindo a aglomeração nos transportes públicos e locais de trabalho, sem garantir testagens, EPIs e vacinação em massa, ao passo que reprime a juventude negra e a população que frequenta espaços públicos.

Veja também:Brasil agoniza nas UTI´s lotadas e pela fome: a resposta não é esperar 2022]




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