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Ataque reacionário | Projetos financiados pela Lei Rouanet não poderão usar linguagem neutra

Decisão foi publicada por meio de uma portaria nesta quinta-feira (29/10), no Diário Oficial da União pela Secretaria Especial de Cultural, dos reacionários e patéticos Mario Frias e André Porciúncula.

quinta-feira 28 de outubro | Edição do dia

Foto: Reprodução

O governo proibiu o uso da chamada "linguagem neutra" — que inclui termos em que os artigos masculinos e femininos são substituídos pelas letras "x" ou "e" — em projetos financiados pela Lei Rouanet. O documento, já em vigor, ressalta que, em iniciativas financiadas pela Lei de Incentivo à Cultura, "fica vedado o uso e/ou utilização, direta ou indiretamente, além da apologia, do que se convencionou chamar de linguagem neutra".

A linguagem neutra — também chamada de "pronome neutro", "linguagem não binária" ou "neolinguagem" — é a proposta de adaptação da língua portuguesa para que as pessoas não binárias (quem não se identifica nem com o gênero masculino nem com o feminino) se sintam representadas. O secretário especial de Cultura, reacionário Mario Frias justificou a decisão alegando num post no Twitter, que linguagem neutra "não é linguagem, é mera destruição da nossa língua". "O objetivo (da portaria que proíbe o uso da linguagem neutra) é garantir a ampla fruição dos bens culturais, não permitindo que uma imposição de cima para baixo inviabilize ou dificulte o acesso à cultura", vomitando inverdades.

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A portaria é assinada pelo secretário de Fomento e Incentivo à Cultura, outro reacionário de marca maior André Porciuncula, braço-direito de Mario Frias. Também no Twitter, Porciuncula vomitou mais bobagens afirmando que "a linguagem neutra (que não é linguagem) está destruindo os materiais linguísticos necessários para a manutenção e difusão da cultura". "O uso de signos ininteligíveis, cujo objeto é mera bandeira ideológica, impede a fruição da cultura e seus produtos, pois interrompe o processo de comunicação da língua".

Toda essa movimentação e ação por parte do que restou da "ala ideológica" do governo ultradireitista de Bolsonaro vem logo após o episódio envolvendo a expulsão do jogador de vôlei Mauricio Souza do seu clube, o Minas Tênis Clube, por conta do mesmo ter defendido e sustentado seus posicionamentos homofóbicos.

Sobre o episódio envolvendo o jogador de vôlei Mauricio Souza e suas declarações homofóbicas veja logo abaixo o programa ED Comenta de hoje (28/10):




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