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LGBTfobia | No país de Bolsonaro e das igrejas evangélicas, homicídios de LGBTs cresceram 25% em 2020

Dados são do último Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), divulgado nesta quinta (15/07). Além de assassinatos, crimes como agressão e estupro também cresceram, mesmo com dados escassez de dados.

quinta-feira 15 de julho | Edição do dia

(Foto: Elza Fiuza/Agência Brasil)

O aumento nos homicídios foi de 24,7% em 2020, na comparação com 2019. As lesões corporais dolosas aumentaram 20,9% e os estupros, 20,5%. As estatísticas mostram, assim, uma deterioração das condições de vida para a população LGBT, algo diretamente ligado ao avanço da extrema-direita, representada por Bolsonaro, junto com as cúpulas das igrejas evangélicas, e os diversos atores, como congressistas e governadores, que apoiaram a eleição do atual presidente.

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Gritante também é a falta de dados sobre violência contra as LGBTs, explicitado pelo fato de que 8 dos 27 estados brasileiros nem sequer possuem dados de homicídios desta população.

Tal falta de dados, que é parte dos ataques do estado burguês contra LGBTs, leva a discrepância nas estatísticas em relação a violência entre diferentes organizações que estudam o tema. A Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) contabilizou 175 mortes de pessoas transexuais em 2020, aumento de 41%. Já o Grupo Gay da Bahia contabilizou 237 mortes de pessoas LGBTQIA+ em 2020, diminuição de 26%.

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