FAMÍLIA BOLSONARO

Programa de Michelle financiou ONG que tentou impedir aborto legal de menina de 10 anos

O programa Pátria Voluntária, comandado por Michelle Bolsonaro, não só recebeu 7,5 milhões desviados de verbas destinadas a compra de testes rápidos, como também disponibilizou recursos uma ONG católica que se dedica a pauta conservadora e hipocrita "pro-vida".

sexta-feira 2 de outubro| Edição do dia

A entidade, auxiliada pela ministra Damares, atuou para atrapalhar e impedir o direito ao aborto no caso da menina de 10 anos estuprada no Espirito Santo. O programa de Michelle, de acordo com dados divulgados via Lei de Acesso a Informação, entregou R$ 14,7 mil à entidade.

No Brasil, abortos são legais quando a gravidez ocorre pelo estupro, como neste caso em que a vítima era sistemicamente violentada pelo tio. Contudo, a ONG, chamada Associação Virgem de Guadalupe aproveitou de seus laços com o governo federal através de Michelle Bolsonaro e Damares para tentar impedir a menina de ter direito ao mínimo que é garantido por lei. A entidade é recomendada por redes que são contra o aborto, ou seja, favoráveis a que mulheres continuem a morrer por abortos clandestinos.

O Governo Bolsonaro se destaca pelos ataques aos direitos das mulheres com suas pautas conservadoras pela "moral e os bons costumes", e da "familia brasileira". A ONG conservadora tentou, através de reuniões com autoridades do município de São Mateus, impedir o aborto da menina de 10 anos. Segundo reportagem da Folha de S. Paulo, quem articulou a reunião foi o Ministério de Damares.

Segundo a presidente da entidade, Mariângela Consolo, se trata de uma "missão institucional", sobre seu grupo disse que "não temos nada contra quem faz (o aborto legalizado). O que ela oculta é que essa missão conservadora contou com o vazamento de dados pessoais da vítima, promovidos por Damares e publicados por Sara Winter, além de uma concentração na frente do hospital de fundamentalistas católicos que tentaram impedir a menina de ter seu direito garantido.

Curiosamente, a própria presidente da ONG contra o aborto não sabia dizer quem indicou sua entidade para receber os recursos que são geridos por Michelle Bolsonaro. A ministra Damares Alves conta com o apoio da Primeira Dama para atacar os direitos das mulheres e intensificar ainda mais a opressão machista e controle dos corpos das mulheres.

Após o escândalo com o caso da menina estuprada no Espirito Santo pelo seu tio, que Damares e Michelle Bolsonaro junto a Associação Virgem de Guadalupe falharam em impedir o direito ao aborto, que é extremamente restrito para determinados casos, o Governo Bolsonaro avançou em atacar este direito que já é reduzido e insuficiente, como denunciamos na notícia que segue abaixo.

"Pazuello e Bolsonaro continuam atacando o direito ao aborto, mesmo nos casos previstos em lei", diz Diana Assunção.

Diana Assunção, que é pré-candidata à vereadora junto a Bancada Revolucionária de trabalhadores, declarou sobre os ataques recentes do governo contra o direito ao aborto: "Temos que dizer basta! A única forma de barrarmos os retrocesso em nossos direitos e lutarmos para que nenhuma mulher morra por abortos clandestinos é construindo uma forte campanha pelo direito ao aborto legal, seguro e gratuito, sem nenhuma confiança nas instituições desse regime golpista, nos apoiando na força das mulheres e classe trabalhadora organizada".




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