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CORONAVÍRUS - DF

Pela liberação com remuneração de todas as terceirizadas da UnB

Os serviços realizados pelos trabalhadores terceirizados da UnB não sofreram nenhum impacto das providências tomadas pela Administração Superior da Universidade, mesmo com cancelamento de semestre e suspensão de todos os trabalhadores efetivos. Porque terceirizadas estão sendo tratadas de forma diferente? Seria o efeito do patriarcado e do racismo permitindo a maior exposição ao coronavírus? Além de seguirem trabalhando, trabalhadoras e trabalhadores terceirizados não receberam qualquer equipamento de proteção à saúde, conforme registram as denúncias de estudantes e servidores a este Diário.

quinta-feira 26 de março| Edição do dia

Na semana retrasada, a reitoria da Universidade de Brasília expediu um ato administrativo suspendendo aparentes todas as atividades administrativas presenciais. Em razão disso, estudantes, servidores e professores foram liberados da presença do campus, acompanhando nesse sentido todas as outras instituições de ensino do Distrito Federal que, por força do decreto assinado pelo governador Ibaneis Rocha, suspendeu as atividades nesses estabelecimentos até o dia 05 de abril.

Na semana passada, a UnB emitiria outra nota suspendendo o semestre letivo, em virtude da impossibilidade e tendencial elitismo que seria desenvolver atividades por EàD, quando boa parte do corpo estudantil não tem acesso a computadores e internet.

Contudo, os serviços realizados pelos trabalhadores terceirizados da UnB não sofreram nenhum impacto das providências tomadas pela Administração Superior da Universidade. Além de seguirem trabalhando, trabalhadoras e trabalhadores terceirizados não receberam qualquer equipamento de proteção à saúde, conforme registram as denúncias de estudantes e servidores a este Diário.

Logo aqueles que mais sofrerão com o sistema de saúde público precário são ignorados pela reitoria, que não pressiona as empresas contratadas para liberarem seus funcionários, tampouco apresenta ela própria qualquer iniciativa de manutenção de remuneração, caso haja liberação do trabalho. Assim, a mesma gestão que declarou que as medidas de suspensão de atividades eram necessárias em razão dos servidores que tem filhos pequenos, prejudicados pelo fechamento das creches, fecha os olhos solenemente à situação das mães e pais trabalhadores que estão sob o regime de terceirização

Que a UnB exija da empresa terceirizada que os funcionários sejam liberados de suas funções mantendo seus salários e direitos, porque assim como com os professores, estudantes e técnicos administrativos eles também não podem ser expostos ao Corona Vírus, que atinge mais pesadamente os mais pobres e a classe trabalhadora que convive com um sistema precário de saúde.

Além disso, é preciso deixar claro que é o próprio instrumento da terceirização que permite que a reitoria em parceria com os patrões decidam quais trabalhadores têm direito à saúde e quais só podem esperar o fantasma da morte. É por isso que pela sua efetivação imediata sem necessidade de concurso público, já que trabalham em condições extremamente precárias, para que tenham os mesmos direitos que um trabalhador efetivo e sejam reconhecidos como trabalhadores da universidade.




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