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LUTA POR MORADIA | PM do de Cláudio Castro impede entrega de alimento na ocupação Almirante João Cândido

Desde ontem (24), cerca de 150 famílias sem teto ocupam prédio no centro do Rio de Janeiro. Na hora do almoço de hoje, a PM do governador Cláudio Castro impediu a entrega de quentinhas para alimentar as famílias da ocupação.

sábado 26 de junho | Edição do dia

Foto: reprodução Twitter

A mesma PM responsável por inúmeras chacinas, impediu hoje a entrada de alimento para as famílias da ocupação. A polícia militar, que age a mando do governo do Rio, busca enfraquecer a ocupação justamente porque defende o interesse dos poderosos proprietários e da elite que lucra com a especulação imobiliária.

De acordo com dados da Defensoria Pública do estado do Rio de Janeiro, publicados no Diário do Rio, 15 mil pessoas estão em situação de rua na cidade do Rio de Janeiro. O IBGE aponta que a capital carioca é a cidade com maior índice de pessoas morando em favelas, contabilizando 1,3 milhão de pessoas, 22,03% da população. De acordo com dados do mesmo Diário do Rio, em janeiro, cerca de 45% dos imóveis comerciais no centro do Rio estavam desocupados.

Cláudio Castro, aliado do presidente Bolsonaro que assumiu o governo do Rio interinamente depois do afastamento de Witzel, segue a agenda de ataque aos trabalhadores e ao povo pobre. logo que assumiu o cargo, pediu o prolongamento do Regime de Recuperação fiscal para o estado cujos cortes decorrentes da medida afetarão profundamente a população do Rio e em especial os servidores.

Ao gosto do melhor estilo miliciano, castro anunciou, logo depois do massacre de Jacarezinho, a reocupação das favelas do Rio no segundo semestre.

A falta de moradias dignas no Rio é responsabilidade do governo Castro que, assim como o governo federal, governadores, prefeitos e a totalidade das instituições do regime político brasileiro, em meio a pandemia, tem atacado sistematicamente os direitos e as condições de vida da população pobre e dos trabalhadores para garantir que sigam intactos os lucros patronais.

Manter imóveis inabitados enquanto milhares de pessoas dormem ao relento nas grandes cidades é sintoma da irracionalidade e desumanidade do sistema capitalista que considera os lucros acima das vidas. O Esquerda Diário se solidariza com as famílias da ocupação e todas as famílias sem teto e defende que esses imóveis que só servem para os interesses dos especuladores imobiliários devem ser desapropriados e cedidos às famílias sem teto.




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