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Médicos que combateram a Covid-19 em Manaus estão há meses sem receber

A empresa terceirizada responsável culpa o governo, o governo alega estar fazendo uma auditoria.

quarta-feira 11 de novembro| Edição do dia

Foto: UOL

Cinquenta médicos e médicas terceirizados que trabalharam no combate à Covid-19 em Manaus, no hospital destinado a esse fim que funcionou entre abril e julho, ainda não receberam por esse serviço.

O governo do Amazonas abriu o Hospital Nilton Lins às pressas devido ao colapso do sistema de saúde no estado, em especial na capital Manaus, de onde chegaram a todo país notícias e imagens de colapso também funerário, fruto da precarização enfrentada no norte do país.

Até a última segunda, os médicos, de diversas especialidades, não tinham recebido o combinado com a empresa Líder Serviços Hospitalares, que ficou a cargo de fornecer corpo profissional para o hospital.

Uma médica, que não quer se identificar, disse ao site G1 "Eram plantões noturnos, então foi bem desgastante. Já são cinco meses sem receber pelos plantões feitos e isso é algo realmente muito decepcionante. Nós entendemos isso como descaso com o profissional de saúde que se comprometeu e se arriscou em trabalhar na linha de frente contra o Covid".

A empresa culpabiliza a falta de repasse de verba do estado, que, por sua vez, justifica que a liberação do dinheiro referente ao contrato com a terceirizada está passando por auditoria. Isso não é raro de acontecer nas relações trabalhistas terceirizadas, onde a contratante e a empresa contratada se desresponsabilizam pelos trabalhadores.




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