Gênero e sexualidade

8 DE MARÇO - BERLIM

Libertação da mulher significa: ’Não à guerra imperialista!’

terça-feira 8 de março de 2016| Edição do dia

Neste domingo, foi celebrada em Berlim a manifestação pelo Dia Internacional da Mulher. As mulheres do Pão e Rosas (Brot und Rosen) participaram da manifestação em solidariedade às mulheres refugiadas e contra a guerra.

A chuva não conseguiu impedir as manifestações da marcha do Dia Internacional da Mulher em Berlim, que foi realizada nesse domingo. Mais de 1800 pessoas participaram dessa manifestação, que tinha como consignas centrais a solidariedade com as mulheres refugiadas e a luta contra a guerra.

Também se dirigiu contra toda a instrumentalização das demandas das mulheres por parte da extrema direita que depois dos eventos de Colonia se apresenta como "defensora da mulher alemã". E reivindicou o direito das mulheres a "igual salário" e contra toda a discriminação no trabalho, sobretudo desde o sindicato de educação e ciências (GEW).

Para algumas participantes da marcha, essas consignas não tinham nenhuma consequência. A juventude do partido do governo, SPD (Partido Socialdemocrata da Alemanha), esteve presente. Assim como também o partido dos Verdes. Porém o governo do SPD vota todas as medidas contra os imigrantes e é responsável e partícipe das guerras imperialistas. Igualmente os Verdes apoiam as leis racistas uma vez ou outra.

Frente a essa hipocrisia, as mulheres do grupo Brot und Rosen (Pão e Rosas) dentro da Juventude Comunista Revolucionária (RKJ) e da Organização Internacionalista Revolucionária (RIO) denunciaram os interesses claramente imperialistas da guerra e da política racista contra os imigrantes. Marcharam com uma faixa dizendo: "Libertação da mulher significa: não à guerra imperialista!", fazendo alusão à grande internacionalista Clara Zetkin. Apontaram que a solidariedade internacionalista com as mulheres do mundo inteiro significa a luta contra o governo e o Estado.

Nesta terça, 8 de Março em Berlim, ocorrerá outra manifestação, dessa vez com a participação de organizações das mulheres curdas e organizações das mulheres imigrantes, que são as que principalmente chamam por uma marcha internacionalista, como também o fazem as militantes de Brot und Rosen.




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