GOLPE DE ESTADO NA BOLÍVIA

Governo Bolsonaro reconhece a reacionária e golpista Jeanine Añez como presidenta interina da Bolívia

O Ministro Ernesto Araújo reconheceu como legítima a manobra de Añez de autoproclamação como presidente interina na Bolívia

quarta-feira 13 de novembro| Edição do dia

O golpe que foi conduzido nos últimos dias pelo líder do Comitê Cívico de Santa Cruz, Luis Fernando Camacho, racista e diretirista, em nome da “Bíblia retornar ao Palácio”, segue com a autoproclamação de Jeanine Añez como presidente interina em uma manobra golpista, que afirmou ter o direito legal de assumir o cargo mesmo com a sessão do Senado não havendo quórum nem votação, além da ausência da bancada do MAS, partido liderado pelo ex-presidente Evo Morales e maioria no senado.

O ministro de relações exteriores Ernesto Araújo, disse que o Brasil reconhece a senadora Jeanine Áñez como presidente da Bolívia em entrevista a jornalistas:

(...) Nosso entendimento é que todos os ritos (constitucionais) estão sendo cumpridos. Portanto, ela assume legalmente.

O Itamaraty, Ministério das Relações Exteriores, publicou um tuíte que parabeniza a senadora por ’assumir constitucionalmente’ a presidência da Bolívia:
"O governo brasileiro congratula a senadora Jeanine Áñez por assumir constitucionalmente a Presidência da Bolívia e saúda sua determinação de trabalhar pela pacificação do país e pela pronta realização de eleições gerais. O Brasil deseja aprofundar a fraterna amizade com a Bolívia", diz a publicação.

A senadora Jeanine Añez do Movimento Democrata Social, segunda vice presidente do senado, agora proclamada Presidente do Estado Plurinacional da Bolívia é extremamente intolerante às crenças indígenas, fazendo declarações como “a Bíblia volta ao Palácio”, além do seguinte tuíte de 2013 que está circulando pelas redes sociais onde a senadora teria sido abertamente racista:

Tradução: Sonho com uma Bolívia livre de ritos satânicos indígenas, a cidade não é para os índios, eles que vão para o planalto ou para o chaco!!

Jeanine Añez, apoiada pelas forças armadas e policiais, diz que vem para trazer a ordem e pacificação ao país, mas na verdade é uma hipócrita que já está colocando nas ruas uma repressão brutal contra a vigília que foi instalada no centro da cidade no dia de ontem.

Ernesto araújo, ministro nomeado por Bolsonaro para submeter o Brasil aos interesses estrangeiros, é um reacionário que defende as Cruzadas católicas com todo o sangue e carnificina gerada por ela e que compactua com o golpe de Estado boliviano. O mesmo ministro que afirma que o nazismo é de esquerda e socialista, também disse que não foi golpe, como em trecho de nota soltada pelo ministério: "O governo brasileiro rejeita inteiramente a tese de que estaria havendo um ’golpe’ na Bolívia". Na nota, também é afirmado que o governo deseja aprofundar a “fraterna amizade” entre Brasil e Bolívia.

O governo Bolsonaro, enquanto no Brasil planeja a privatização de estatais e lança programa “Verde amarelo”, que diz gerar 4 milhões de empregos até 2022, e na verdade retira direitos dos trabalhadores enquanto aumenta os lucros dos patrões com desoneração de impostos e trabalhos muito precários, na Bolívia, é citado como apoiador do golpe. O governo Bolsonaro é inimigo dos trabalhadores de todos os países e governa para manter o lucro dos empresários e submetendo o país aos interesses imperialistas e seguindo pagando com a fraudulenta dívida pública, mesmo que para isso seja necessário acabar com os direitos dos trabalhadores e a educação.




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