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Unidade | Unir trabalhadores e indígenas contra o bolsonarismo e a direita liberal fracassada

A força dos povos indígenas que acampam em Brasília e cortam rodovias pelo país inteiro já envolve mais de 200 povos. É gigante a disposição de mobilização dos povos originários que dão uma batalha frontal contra os inimigos que também atacam a classe trabalhadora e a juventude.

segunda-feira 13 de setembro | Edição do dia

Bolsonaro, Mourão e o STF querem impor o Marco Temporal aos povos originários e, unificados com o Congresso Nacional, patrões e agronegócio, enfiam goela abaixo da classe trabalhadora e do povo pobre reformas e mais reformas, inflação na luz, gás e alimentos, relegando à população desemprego e fome, em meio a quase 600 mil mortes por covid.

A crise capitalista no Brasil evidencia as alas mais reacionárias e seus projetos econômicos privatistas e sequestradores de nossos direitos, mas também pode estimular a emergir uma resposta da classe trabalhadora unificada com os setores oprimidos. No dia 7 de setembro, vimos as manifestações dos bolsonaristas, que colocaram toda a sua força especialmente em Brasília e São Paulo e ainda não superam o descontentamento em número do conjunto das manifestações contra o governo, que acontecem desde Maio de 2021. Já no dia 12 de setembro, vimos o fracasso nas ruas da direita liberal que compartilha o mesmo projeto de país do bolsonarismo. Em nada corresponderam ao sofrimento enfrentado pelas massas brasileiras e, se somarmos todos os atos de todo o país, dificilmente chegariam a 10 mil pessoas.

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Por outro lado, a classe trabalhadora, assim como os povos originários em diferente medida, dá sinais de disposição de luta. É possível verificar isso pelo que foram as greves na MRV em Campinas, na Carris em Porto Alegre e Sae Towers em Betim. Atualmente, os trabalhadores da RedeTV em São Paulo e da Detran no Rio Grande do Norte fazem greves por demandas salariais. Essas greves se inserem em um cenário de ataques reacionários, como a Reforma Administrativa e a tentativa de passar a MP1045, a chamada "minirreforma trabalhista", por exemplo.

Para dar o combate de fato a essa situação reacionária, é necessário unificar as lutas em curso, unir trabalhadores e indígenas contra o bolsonarismo e a direita liberal. E que as centrais sindicais rompam com sua trégua e construam um plano de lutas para uma paralisação nacional para fazer prejuízo no bolso dos patrões. Basta da estratégia meramente eleitoral que alimentam a CUT, a CTB e a UNE (centrais sindicais e entidade estudantil dirigidas pelo PT e pelo PCdoB), para eleger Lula em 2022. Lula governou para os ricos, fortaleceu o agronegócio, a bancada evangélica e a bancada da bala. Todos os governadores do PT nos estados do Nordeste aprovaram a Reforma da Previdência, inclusive em casos mais extremos de absurdos, como fez Rui Costa na Bahia, reprimindo servidores com sua polícia. É esse o prenúncio de um possível governo do PT para 2022.

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Só a força da classe trabalhadora junto aos indígenas, mulheres, negros e LGBTQIA+ pode impor o congelamento dos preços dos alimentos a níveis anteriores à inflação pandêmica e auxílio emergencial de pelo menos um salário mínimo. Fazemos um chamado à esquerda brasileira, como PSOL e PSTU, a seguir o exemplo da esquerda argentina, que, com a Frente de Esquerda e dos Trabalhadores - Unidade, avança como terceira força nacional nas eleições unificada na defesa um programa de independência de classe e com centro de gravidade na luta de classes, se conectando profundamente às mobilizações de trabalhadores, mulheres e do povo pobre no país. Não é possível uma "Frente Ampla até doer", como defende Isa Penna, deputada do PSOL, que foi à manifestação da direita liberal fracassada em São Paulo, numa suposta defesa do impeachment de Bolsonaro, para colocar o general Mourão racista no poder. Essa direita fracassada não cabe na unidade necessária para uma saída a essa crise que vivemos.

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Por isso, defendemos uma Assembleia Constituinte Livre e Soberana imposta pela luta, com delegados eleitos e revogáveis por bairro, em que lá os trabalhadores e o povo pobre, junto aos setores oprimidos, batalhem por uma reforma agrária radical e pela revogação de todas as reformas. Rumo a um governo de trabalhadores de ruptura com o capitalismo.

É com essa unidade que poderemos batalhar por uma sociedade livre da exploração e da opressão.




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