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RIO DE JANEIRO | Gari é morto indo ao trabalho, trabalhadores da Comlurb acusam que a PM realizou o disparo

segunda-feira 1º de fevereiro | Edição do dia

O Gari Marcelo Almeida foi assassinado na madrugada de hoje, quando ia para seu plantão. Marcelo morava no complexo da Penha e ia trabalhar com uma mochila nas costas aonde guardava o seu uniforme. Segundo relatos de moradores e de garis que conheciam Marcelo, o Gari sofreu um disparo da PM pelas costas. Ainda segundo o relato, a Polícia Militar do Rio de Janeiro teria levado o Gari para o Hospital Getúlio Vargas dizendo que o gari "passava mal".

Marcelo trabalhava na Ilha do Governador, era gari da coleta e deixa 2 filhos, mulher e a mãe, por uma ação da polícia racista, que elevou o número de assassinatos cometidos durante a pandemia. A UPP Vila Cruzeiro e o 16o BPM vem realizando uma série de operações nas comunidades do Complexo da Penha, na Comunidade 4 bicas e outras, deixando atrás de si um rastro de morte e perpetuação do racismo e da exploração.

Carolina Cacau, professora da Rede Estadual e membra do Esquerda Diário repudiou o acontecimento nas suas redes sociais:

Já não é o primeiro gari assassinado pela polícia no Rio de Janeiro, vítima da guerra as drogas, da política estatal de repressão aos pobres e aos negros, que deixa mães negras sem os seus filhos, que faz trabalhadores vítimas do fuzil da PM. Os garis, essenciais durante toda a pandemia, não tem nenhum direito reconhecido por parte das instituições estatais, e Marcelo Almeida é mais um trabalhador negro vítima de um Estado que não é capaz de garantir sequer a vacinação universal em meio à pandemia, não garante direitos aos trabalhadores, e, pelo contrário, os reprime através da polícia assassina e racista.

#vidasnegrasimportam




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