Economia

Em meio a pandemia, endividamento de famílias com os bancos atinge 51%

Dados do Banco Central mostram que em novembro de 2020, o endividamento de famílias com os bancos atingiu 51% da renda acumulada durante os últimos doze meses.

terça-feira 16 de fevereiro| Edição do dia

Foto: Bruno Rocha/Estadão Contrúdo

Esse endividamento comprometeu 20,87% da renda das famílias, e os números alarmantes superam série iniciada em 2005 conforme os dados do BC, sendo recorde histórico de endividamento.

Outro estudo, este realizado pela Confederação Nacional do Comercio de Bens, serviços e Turismo (CNC), aponta que a média de famílias endividadas em 2020 cresceu 2,8 pontos percentuais, em comparação com o ano anterior, chegando a 66,5%, que é a maior porcentagem média anual da série histórica, iniciada em 2010.

Esse estudo partiu dos resultados da pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), reafirmando os dados do Banco Central.

Essa situação de endividamento tende a piorar com o fim do auxílio emergencial, que acabou no último mês, com o já reduzido e insuficiente pagamento de R$ 300. O novo pagamento de auxílio emergencial que está sendo pensado pelo Ministério da Economia prevê um valor entre R$ 200 e R$ 250, ainda menor que o já reduzido pagamento anterior. E este benefício seria pago para 20 milhões de pessoas a menos do que o anterior.

Os números escancaram a realidade de que os trabalhadores estão pagando pela crise econômica e da Covid-19, seja morrendo sem oxigênio como em Manaus ou sendo linha de frente nos trabalhos mais precários que não pararam em meio a pandemia.

Trabalhos exaustivos e sem nenhuma proteção contra o vírus em serviços essenciais como os da construção civil, cujos salários não dão para o básico, os trabalhadores se vêem obrigados a recorrer ao credito dos bancos que seguem enriquecendo em meio a pandemia.




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