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PORTO ALEGRE

Educadoras do município votam greve contra o retorno presencial irresponsável de Melo

Professoras e funcionárias de escolas públicas do município de Porto Alegre querem retornar as aulas com “testagem e vacina para a comunidade escolar”. Contra o retorno presencial irresponsável às aulas promovido por Melo (MDB) assembleia deliberou greve a partir de segunda-feira.

quarta-feira 24 de fevereiro| Edição do dia

Foto: reprodução/Simpa

Ocorreu nessa terça-feira (23) assembleia na Atempa, sindicato dos trabalhadores da educação de Porto Alegre, que encaminhou greve a partir de segunda-feira e o não atendimento presencial até sexta dessa semana. A assembleia contou com 600 trabalhadoras da educação. A prefeitura anunciou retorno às aulas nessa quarta-feira (24). Amanhã (25) ocorrerá nova assembleia para referendar a decisão.

Dia 19/2, última sexta-feira, o governador Eduardo Leite se pronunciou anunciando 11 regiões em bandeira preta, com altíssimo risco de contaminação. Na noite do mesmo dia as aulas, que começariam na segunda-feira, foram suspensas. Porém na segunda (22) devido a pressão das escolas da rede privada e de comerciários, Leite liberou as aulas presenciais no ensino infantil e nos dois primeiros anos do ensino fundamental mesmo nas regiões de altíssimo risco de contaminação. Melo, no mesmo caminho irresponsável quer manter tudo aberto mesmo com UPAs chegando a 400% de superlotação, como no bairro Bom Jesus em que 30 pessoas disputam 7 leitos, ou seja, um leito para 4 pessoas. Médicos relatam o drama de ter que escolher quem vive.

Diante dessa política desastrosa e diretamente assassina para atender os interesses do capital, é fundamental que a nossa classe se unifique em um só punho e dê uma resposta contundente para essa situação. As educadoras do município estão dando um bom exemplo, é preciso que o CPERS realize assembleia e se unifique a essa luta que é uma luta pela vida antes de tudo, por testagem e vacinação em massa, mas também por um amplo debate com as comunidades para que o retorno às aulas seja decidido democraticamente e não fique nas mãos de Leite ou de Melo.




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