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RIO DE JANEIRO

Dória articula pré-candidatura de Mariana Ribas, planejando um Rio de Janeiro cinzento

segunda-feira 26 de agosto| Edição do dia

Depois de filiar Paulo Marinho no PSDB do Rio de Janeiro, Dória articula lançar Mariana Ribas no dia 28 de setembro, como pré-candidata do PSDB à prefeitura do Rio. No evento deverão também estar o governador do Rio Grande Sul, Eduardo Leite, o presidente do PSDB Bruno Araújo, o prefeito de São Paulo Bruno Covas.

Mariana Ribas era, até o início de agosto, Secretária de Cultura da prefeitura de Marcelo Crivella. Assumiu após a saída de Nilcemar Nogueira, que ficou dois anos no cargo e saiu em fevereiro deste ano.

Antes de ocupar este cargo, Mariana Ribas foi presidente da RioFilme (março de 2015 a julho de 2016), passou pela secretaria do Audiovisual (dezembro de 2016 a junho de 2017) e pelo Ministério da Cultura (secretária-executiva de julho de 2017 a junho de 2018), e também exerceu mandato como diretora da Ancine, de julho de 2018 até abrir mão dele para assumir a Secretaria municipal de Cultura.

Ou seja, Mariana Ribas está mais do que familiarizada com os cortes, contingenciamentos e censuras praticadas pelo governo Temer na área da cultura. Ao sair da Secretaria municipal da Cultura depois de passar um semestre, Ribas disse que a cultura não era prioridade da gestão de Crivella.

A candidatura dela, se aceita no partido, terá a tarefa atual de Dória, que é cavar um espaço dentro do Bolsonarismo, tentando diferir-se deste ao mesmo tempo em que se defende exatamente o mesmo programa de ataques aos trabalhadores e de censura e perseguição à expressão cultural e à esquerda. Para tal artifício, Dória contaria com apoio da imprensa golpista e tucana.

Seria prioridade, então, de Dória? O mesmo que em sua gestão da prefeitura municipal de São Paulo, adotou a prática de pintar toda a cidade de cinza, cobrindo os murais e grafites, manifestações culturais pela qual a cidade é conhecida e que Dória tratou de criminalizar. Dória cortou as verbas dos editais de cultura em São Paulo, reprimiu artistas e fez uma verdadeira cruzada contra a arte, tendo como aliado seu secretário André Sturm. Não há porque pensar que uma prefeitura articulada por ele no Rio de Janeiro agiria de maneira diferente.




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