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Censura | Dono da Rede TV cita ministro nazista ao defender censura de institutos de pesquisa

O reacionário sócio-fundador da Rede TV, Marcelo de Carvalho, publicou em suas redes sociais um pedido para que o TSE censure as pesquisas de opinião. A sugestão dada para Luis Roberto Barroso contou com uma citação no mínimo dúbia do ministro de Propaganda de Hitler, Goebbels.

sexta-feira 17 de setembro | Edição do dia

Foto: Rede TV

Não é a primeira vez que Goebbels é citado por figuras bolsonaristas. Ano passado o secretário da Cultura comentou sobre o nazista. Dessa vez, Marcelo de Carvalho que enfrenta uma forte e exemplar greve de radialistas buscou inspiração nas mesmas aspas.

"o criminoso Goebbels ensinou que a divulgação maciça de desinformação é a mais potente arma na doutrinação de um povo", afirmou o empresário que acumula uma riqueza avaliada em R$ 380 milhões. É dúbio se o dono da emissora está afirmando que os institutos de pesquisa se inspiram em Goebbels, ou se, na verdade, Goebbels ensina que a desinformação é uma ‘arma de doutrinação’, que no Brasil seria usada pela grande imprensa contra Bolsonaro.

A publicação foi feita junto ao compartilhamento da reportagem da Folha de S. Paulo sobre a última Datafolha, na qual Bolsonaro, venerado pelo proprietário da emissora que passa por uma forte greve de radialistas, está com 31% de intenções de voto, enquanto Lula aparece com 56%.

"Sugestão séria, ministro Luis Roberto Barroso: suspender Datafolha e Ibope, proibindo a divulgação de pesquisas de quem errou fragorosamente nas eleições anteriores", disse o chefe do apresentador Sikêra Jr, que utilizou fura greves para ameaçar os funcionários que estão em greve na Rede TV durante programa no qual seguraram cartazes escritos “cpf cancelado”.

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Para o empresário protofacho, que aproveitou de todas as reformas trabalhistas feitas por Temer e depois de Bolsonaro para precarizar ainda mais as condições de trabalho e direitos dos trabalhadores da Rede TV, afirma que os “institutos de pesquisa com ‘erros’ acima da razoabilidade ficariam suspensos das eleições seguintes para ‘revisar suas metodologias’”.

Recorre a esta sugestão autoritária levando a entender que as pesquisas eleitorais seriam manipuladas contra Bolsonaro e sobre os ‘erros’ das pesquisas nas últimas eleições. Há, de fato, a utilização de métodos de pesquisa para tender para um ou outro candidato. Contudo, a menor preocupação de Marcelo de Carvalho é a cientificidade de pesquisas de opinião, deseja que Bolsonaro mantenha-se no governo que lhe deu privilégios e que arrancou direitos dos funcionários da Rede TV.

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A sugestão autoritária do dono da Rede TV, contudo, está parcialmente contida na proposta de reforma eleitoral que tramita na Câmara, que além de outras propostas absurdas, censura as pesquisas de intenção de voto na véspera e no dia da votação.




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