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PROTESTO DA SAÚDE | Com falta de leitos, servidores e vacinas, trabalhadores do Postão da Cruzeiro protestam

Trabalhadores da linha de frente que atuam no Postão da Cruzeiro em Porto Alegre realizaram ato hoje (22) denunciando surto de COVID entre os trabalhadores devido às condições precárias de trabalho e exigem testes e vacinas para todos.

segunda-feira 22 de fevereiro | Edição do dia

Imagem: Reprodução/Facebook

O Pronto Atendimento Cruzeiro do Sul, conhecido como Postão da Cruzeiro, é um dos principais pontos de atendimento de saúde da região e da cidade. Os trabalhadores do postão já vêm realizando protestos denunciando as precárias condições de trabalho que se encontram. Os problemas seguem e só pioram. Além da falta de funcionários, eles denunciam que há um surto de COVID entre os trabalhadores do postão.

Veja também: Porto Alegre é uma panela de pressão social e sanitária

O sistema de saúde da capital gaúcha está quase colapsado e a prefeitura não é capaz de garantir o mínimo de condições adequadas nem aos trabalhadores da saúde e todos funcionários dos postos e hospitais, que estão diariamente na linha de frente enfrentando a pandemia. Pelo contrário, o prefeito Melo (MDB) está tentando de todas as formas manter o comércio aberto sem as medidas de segurança adequadas aos trabalhadores, apenas para garantir o lucro dos empresários.

Ou seja, enquanto Melo briga para garantir que o comércio siga aberto, falando aos quatro ventos que irá garantir medidas de segurança aos trabalhadores, a verdade é que nem os trabalhadores da saúde estão tendo a assistência necessária da prefeitura.

Veja nota da Comissão dos Trabalhadores do PACS (Pronto Atendimento Cruzeiro) sobre a situação:

"Nós, trabalhadores e trabalhadoras do Pronto Atendimento Cruzeiro do Sul (PACS) pedimos socorro. De primeiro de janeiro até o dia 19 de fevereiro, 22 servidores foram testados, destes, 9 positivaram para Covid e dois até o dia de hoje (21/2) ainda não têm o resultado.

Esta estatística aponta um SURTO de Covid entre os servidores do PACS e nem a Direção do Posto ou a prefeitura municipal tomaram algum tipo de providência para rastrear a porta de entrada desta contaminação e a revisão nos processos de trabalho. Por esta negligência temos uma colega Técnica de Enfermagem na UTI do Divina Providência lutando contra a Covid.

A “tenda Covid” é um local fechado e servidores e servidoras estão trabalhando sem ar condicionado em dias que a temperatura ultrapassou os 30 °C. Não é raro o fechamento da tenda por falta de médicos.

A abertura da “tenda Covid” ocorreu ainda no primeiro semestre de 2019, no entando nenhum servidor foi contratado. Estamos trabalhando com um quadro reduzido de pessoal porque muitos servidores foram afastados ou porque são do grupo de risco, ou foram infectados pelo Covid. Outros ainda se aposentaram sem que fosse feita reposição sobrecarregando ainda mais os colegas que ficam.

Em função da pandemia férias e licenças prêmio foram suspensas, a sobrecarga levou mais gente a adoecer e entrar de atestado, ninguém é substituído, mais sobrecarga e descontentamento. A nossa unidade está há mais de um ano sem Diretor Geral.

Durante a pandemia suspenderam a produção de alimentos no PACS, toda alimentação vem do HPS e o serviço de nutrição também foi extinto prejudicando a alimentação de pacientes e servidores. A quantidade de alimentos para os pacientes foi reduzida e dietas especiais foram cortadas.

No refeitório faltam até copos e guardanapos de papel. No Plantão de Emergência em Saúde Mental (PESM) a sala de lanche é um poço de luz fechado com telhas transparentes, com temperatura da rua e sem ventiladores resultando em surtos de Covid e contaminação de pacientes.

No PESM as técnicas compram com o dinheiro de seus salários jogos e giz de cera para o entretenimento dos pacientes internados, assim como levam revistas e jornais de casa. Não tem lençóis pra todas as camas, faltam toalhas para o banho dos pacientes, os poucos lençóis são encardidos e manchados.

Para terem condições de trabalho e atender a população com dignidade os trabalhadores e trabalhadoras do PACS exigem:

*Reunião urgente com o Secretário de Saúde;
*A nomeação urgente de médicos, enfermeiros e técnicos;
*Urgente ação da fiscalização da Vigilância Sanitária e Conselhos;
*Adequação dos ambientes e fornecimento adequado dos materiais;
*A indicação de um diretor geral para o PACS;
*Testagem em massa e vacinação pelo SUS para toda a população.
Comissão dos Trabalhadores do PACS"




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