Pandemia

Com alta de 35% na média móvel, Brasil registra 52 mil novos casos de Covid em 24 horas

No primeiro dia de dezembro, o país registrou 52.248 novos casos de Covid-19 e 697 mortes. Com isso, chegou-se a um total de 173.862 óbitos e 6.388.526 diagnósticos .

quarta-feira 2 de dezembro de 2020| Edição do dia

FOTO: Fernando Frazão/Agência Brasil

Segundo o levantamento do consórcio de veículos de imprensa, a média móvel teve um aumento de 35% de novos casos de Covid-19 em relação aos casos registrados há duas semanas. Nos últimos sete dias, a média foi de 38.154 novos casos por dia, o que representa o maior valor desde 6 de setembro, quando ela esteve em 39.356.

Já a média móvel dos casos de morte foi de 526, o que representa uma relativa estabilidade, que entretanto, devido ao elevado número de casos de contaminação tende a aumentar nas próximas semanas. No dia primeiro de dezembro já foram registradas 697 morte, que fizeram com que o total de óbitos chegasse a 173.862.

Esses índices representam o estabelecimento da segunda onda de Covid-19 no brasil. O baixo índice de teste, que foi uma negligência dos governantes durante toda a pandemia, ainda faz com que haja uma subnotificação, o que consequentemente mascara a real situação da pandemia no país. Além disso, o afrouxamento das medidas sanitárias e a reabertura massiva de instituições são uma preocupação para a intensidade da segunda onda.

Nesse contexto, o Ministério da Educação anunciou a portaria nº 1.030, de 1º de dezembro de 2020 que instituia a retomada das aulas. No entanto, após a repercursão negativa desta, o MEC recuou nessa tentativa.

Leia mais:"Brasil já está na 2ª onda de Covid-19”, diz pesquisador da Medicina-USP

A segunda onda da pandemia no Brasil e a falta de alternativa propostas para seu enfrentamento, seja pelo governo federal e estadual, seja pela mídia e pelos diversos setores da burguesia, tem como consequência essa negligência com a vida dos trabalhadores e dos estudantes. Por isso, o Fora Bolsonaro, Mourão e os golpistas deve ser uma das principais batalhas, como também a unificação dos sistemas público e privado de saúde, com um SUS 100% estatal, sob controle dos trabalhadores, os quais têm a real noção das necessidades da população e que podem dar um combate de fato à pandemia e impor, pela luta, uma Assembleia Constituinte Livre e Soberana, para revogar os ataques, como o Teto de Gastos.




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