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Clima | Bolsonaro responde à desastres com redução de recursos à Defesa Civil

segunda-feira 30 de maio | Edição do dia

No fim do último ano, com chuvas que se iniciaram em 7 de Dezembro, tivemos o desastre climático em Salvador Bahia que atingiu pelo menos 850 mil pessoas. Outras tragédias ocorreram em todo o estado de Minas Gerais no início de Janeiro último, que durou semanas. A ocasião ficou marcada devido às chuvas terem atingido 435 municípios do estado, com Brumadinho/BH mostrando o maior número de mortes (5 da mesma família), e pela queda de parte de um rochedo em cima de barcos tripulados causando a morte de 10 pessoas (8/Jan).

Logo após, tivemos a onda de destruição na cidade de Petrópolis/RJ com a tempestade que perdurava desde Dezembro vinda da Bahia, e se espalhava, cuja catástrofe do dia 15 de Fevereiro deste ano foi uma das maiores vistas historicamente no país, e algo semelhante não ocorria na cidade desde 1932. Com cenas em vídeo de pessoas sendo arrastadas pela enxurrada, deslizamento de encostas e a destruição de inúmeras residências no processo, 233 pessoas morreram e 600 ficaram desabrigadas naquela época.

Os números de perdas de vidas, feridos, desabrigados e desalojados nestas regiões confirmam a falta de fiscalização ambiental nestes lugares, problema que vem desde muitos anos antes do governo Bolsonaro. Agora, a Defesa Civil sofre ainda menos investimentos para seu sistema de controle de desastres, resultado que tem como motivo principal o fato do presidente não esconder seu desprezo por vidas da população brasileira, um genocida de marca maior, principalmente dos mais pobres.

No momento, o Brasil entrou em um período de aumento de chuvas fortes e constantes onde os estados de Minas Gerais e Bahia voltaram a ser afetadas com enchentes, e já são mais de 300 mil pessoas impactadas em ambas regiões. Nesse meio tempo, o governo Bolsonaro reduziu em 43% os recursos que são direcionados para todo o Sistema Integrado de Proteção e Defesa Civil – SINPDEC, órgão criado em 2012 mas que até hoje não foi regulamentado, e que contempla todos os órgãos estaduais da Defesa Civil do país.

Não podemos esquecer de cada caso ocorrido de mortes, feridos, desabrigados e desalojados destas tragédias do último período, com necessidade de cobrarmos responsabilidade ao governo federal pelo aprofundamento da precarização dos serviços de contenção, salvamento e reparação de danos pessoais e estruturais. Assim, Bolsonaro e todos os envolvidos pela queda de recursos públicos nestes setores devem pagar pelas vidas destruídas, pois este genocídio que não se resume só por descaso de desastres climáticos, mas também em setores da saúde e segurança, não podem continuar impunes.




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