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Trégua criminosa | Bolsonaro privatiza a Eletrobrás sem resistência alguma da CUT ou centrais sindicais

A Eletrobrás foi privatizada a preço de banana pelo governo Bolsonaro, sendo entregue às mãos sedentas de lucro e exploração da burguesia nacional e internacional. Essa privatização ocorreu também com a total passividade das centrais sindicais, como a CUT, dirigida pelo PT, que não organizou os trabalhadores contra esse ataque nefasto, ao mesmo tempo que seguem fazendo campanha para a chapa de conciliação de classes Lula-Alckmin.

terça-feira 14 de junho | Edição do dia

Imagem: Divulgação

Além da precarização do serviço, a privatização levará ao aumento do preço da conta de energia, com o objetivo de descarregar a crise nas costas da classe trabalhadora e garantir os lucros dos capitalistas.

Reforçando o que já sabemos, de que a privatização não vai reduzir a conta da energia nos bolsos da classe trabalhadora, que já sofre com a fome, o desemprego, a miséria e a precarização, especialistas vem declarando como é absurdo achar que essa privatização vai de fato reduzir a conta de energia.

"O argumento mais fácil para poder, digamos, atingir os incautos é justamente dizer que vai baixar a tarifa de energia elétrica. É uma retórica que aparece sempre. Mas, desculpe-me quem acredita na fantasia de que as tarifas serão reduzidas. Isso é desprovido de qualquer base. As tarifas vão ficar mais caras, e o serviço prestado vai ser mais precário", disse Celio Bermann, professor associado do IEE-USP (Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo) em entrevista ao UOL.

O professor Ewaldo Mehl, do Departamento de Engenharia Elétrica da UFPR (Universidade Federal do Paraná), ressalta que a maioria das distribuidoras de energia já são privatizadas e, portanto, a privatização da Eletrobrás não terá impacto sobre as tarifas. "Isso não tem qualquer lógica. O que levaria à redução das contas? A Eletrobras nem define as tarifas de energia. Quem cobra a energia elétrica da população são as empresas de distribuição locais, e a maioria já são privadas", observou Mehl.

É necessário batalhar contra as privatizações e pela reversão de todas que já ocorreram, assim como reverter as reformas e demais ataques, como a trabalhista, da previdência e o teto de gastos. Não é se aliando com a direita privatista, como Lula está fazendo com Geraldo Alckmin, que vamos reverter os ataques e a privatização da Eletrobrás.

Atacando a classe trabalhadora e o povo pobre, Bolsonaro, Guedes, Mourão, militares, Congresso Nacional e o Judiciário, aprofundam as medidas dos golpistas de 2016, colocando o Brasil à venda com suas privatizações.

A saída só pode ser dada por meio da unidade da classe trabalhadora, entre efetivos e terceirizados, lado a lado dos petroleiros, tendo na sua linha de frente os setores oprimidos que mais sofrem com o descarrego da crise econômica.

A CUT, a CTB e a União Nacional dos Estudantes, centrais sindicais e entidades estudantis dirigidas pelo PT e pelo PCdoB, deveriam estar colocando sua força em organizar esta luta, estimulando a auto-organização nos locais de estudo e trabalho, mas na realidade seguem colocando sua força para eleger Lula, que vai governar numa chapa de conciliação de classes com o golpista neoliberal e privatizador Geraldo Alckmin. Lula também já disse estar aberto a discutir com os golpistas de 2016, inclusive já tendo implementado formas de privatização em seus anos de governo. Por isso, é necessário que batalhemos para romper com essas direções burocráticas que atuam em prol da "governabilidade".

Por uma Eletrobrás 100% estatal sob gestão dos trabalhadores e com o controle dos usuários! Pela revogação integral da Reforma Trabalhista!




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