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Privatização no Amapá | Após Cedae, Amapá vai ter sistema de saneamento privatizado

O BNDES informou que o Amapá, sob governo de Waldez Góes (PDT) publicou edital para concessão de serviços de saneamento no estado.

sexta-feira 28 de maio | Edição do dia

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

Com o avanço do desmonte das estatais responsáveis pelo bem mais precioso a população, principalmente durante a profunda crise que atravessamos, a CEDAE (Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro) já foi leiloada para a iniciativa privada que pretende especular e lucrar com as necessidades do povo. A partir de agora, os intentos do empresariado, potencializado pelo governo de desmonte de Bolsonaro e seus aliados, é tomar as demais companhias do país, com o Amapá agora na mira da privatização

O edital prevê que os valores de investimentos tomados da iniciativa privada tenham prazo de 35 anos. A intenção do governo é que os direitos básicos da população de 16 municípios que serão atingidos sejam leiloados até setembro. O lance mínimo para a concessão da empresa pública é de apenas 50 milhões de reais, que serão divididos entre governo do estado e prefeituras.

Com previsão de investimento em infraestrutura por parte da empresa concessionada, a tendência é de que o setor privado sangre ainda mais o povo com aumento de tarifas sobre serviços básicos que deveriam ser direitos garantidos.

Tudo isso em meio a situação mais caótica pela qual o país já passou, com desemprego recorde no país, centenas de milhares de famílias sem renda e número de mortos pela crise da Covid chegando na casa de 450 mil pessoas.

O governo Waldez Góes, mesmo fazendo alguma oposição demagógica ao governo Bolsonaro, se vale da mesma política para vender e destruir o patrimônio do povo do Amapá, a fim de agradar os capitalistas do setor e entregar as condições de vida dos trabalhadores nas mãos da ganância da burguesia.

Lembrando ainda que o povo do Amapá já sofreu as graves consequências da privatização no setor de energia, quando uma subestação sucateada pela iniciativa privada incendiou em novembro de 2020, levando o estado à um completo apagão de 21 dias.




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