Política

RACHADINHA NA ALERJ; FLÁVIO BOLSONARO

A "nova política bolsonarista": Investigação descobre enriquecimento ilícito de Flávio

O Ministério Público (MP) realizou cruzamento de informações financeiros de Flávio Bolsonaro e sua esposa e descobriu que entre 2010 e 2014 houve um saldo a descoberto no calor de R$ 977.611,26

sábado 7 de novembro| Edição do dia

Imagem: Agência Brasil

A demagogia da família Bolsonaro aos poucos vai caindo por terra. De acordo com matéria publicada na Revista Forum, o MP do Estado do Rio de Janeiro tem afirmado em denúncia contra Flávio Bolsonaro – Senador pelo Republicanos – que o mesmo tem uma preferência por dinheiro em espécie e que teria integralizado ao seu patrimônio, de forma ilícita, valores que desviou de recursos públicos da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) no esquema de rachadinhas.

Dentro de um período de três anos Flávio Bolsonaro teria gasto um total de mais de R$ 7 milhões, numa média mensal de R$ 194 mil. O procurador que está à frente do processo aponta que o senador teria realizado investimentos oriundos de fontes estranhas e que o mesmo teria pagado R$ 90 mil em para uma corretora de ações, tendo perdido o dinheiro e que teria ficado com uma dívida de mais R$15,5 mil. A isso, se somam os fatos de Flávio ter adquirido 12 salas comerciais em condomínio na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, e ter desembolsado R$ 262 mil no mesmo período. O mais curioso é que os extratos bancários não acusam que Flávio, que na época era Deputado, de ter gastos esses valores.

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Ao realizar o cruzamento de informações, o MP mapeou que Flávio Bolsonaro e sua esposa possuem um saldo a descoberto no valor de R$ 977.611,26, correspondente à estimativa de parte do enriquecimento ilícito . Nesse caso, a tentativa de esconder a origem dos depósitos com o ocultamento da identificação do portador de recursos se caracteriza como ato ilítico levando em consideração o contexto de enriquecimento do casal. Além disso, os valores coincidem com o fato de no mesmo período ocorrer na Alerj o desvio de recursos pelo esquema das rachadinhas, com depósitos em espécie nas contas bancárias do líder da organização criminosa e de sua esposa.

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Esses indícios, mais que claros e concretos, tem demonstrado que o discurso bolsonarista paira na superfícia não tendo de fato uma representatividade concreta. O embrolho que a família Bolosnaro tenta passar como agentes políticos externos à velha política é uma total falsificação da realidade como os dados e informações que a cada dia surgem do envolvimento da família com a corrupção fisiológica do regime político que a burguesia tutela.




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